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sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

Toureiros protestam contra referendo sobre proibir as touradas no Equador

Matadores fizeram ato em frente à arena Monumental, em Quito. Eles temem ficar sem emprego.

Toureiros protestam em frente à arena Monumental, em Quito, capital do Equador, nesta sexta-feira (21). O protesto ocorre porque o governo do presidente Rafael Correa propôs um referendo para decidir se as touradas vão ser banidas do país. Os toureiros temem ficar sem emprego. (Foto: Reuters)
 
Fonte: Do G1, com Reuters
 
O nosso desejo é que as Touradas sejam abolidas no Equador e em todos os países onde esta brutal e sádica crueldade contra os animais ainda existe.
Escusado será portanto dizer que não estamos solidários com estes individuos que concerteza poderão encontrar um trabalho digno e de utilidade social que não o maltrato de seres inocentes.
Os nossos parabéns e o nosso apoio a todos os nossos companheiros que no Equador estão a lutar por uma sociedade melhor e sem maltrato animal.
A Vitória está mais perto!

domingo, 9 de janeiro de 2011

Livro de Estilo da TV pública espanhola relaciona touradas com “violência contra animais”

Canal público não emite touradas desde 2006
A RTVE, rádio e Tv públicas de Espanha, já não emitia touradas. O argumento era poupar as crianças ao conteúdo que considerava violento. E porque é caro cobrir uma corrida. Mas agora incluiu no seu Livro de Estilo a tourada como uma actividade que pratica a “violência com animais”, diz o diário espanhol “El Mundo”.
No início de Dezembro o Partido Popular espanhol tinha pedido no parlamento espanhol que se votasse para que a RTVE emitisse de novo tauromaquia. O PP pedia 10 corridas por temporada. A sugestão foi derrotada por 19 votos a favor e 21 contra, com os votos contra do PSOE e CiU, a coligação de direita moderada da Catalunha, região onde foram abolidas as touradas no Verão passado.

De acordo com a RTVE - que inclui a rádio pública, apesar da medida apenas se aplicar à TV – as corridas são normalmente em horários que se entendem como horários de protecção dos públicos sensíveis, como as crianças. Mas entende o valor deste tipo de espectáculo para o país em termos socio-culturais e compromete-se a dar informação sobre o assunto na rádio e TV, nomeadamente aspectos artísticos, literários, ambientais e sociais relacionados com o tema.

O Livro de Estilo inclui ainda uma recomendação onde refere que aspectos ligados a caça e morte de animais para alimentação devem ser tratados com cuidado evitando mostrar o sofrimento e o sacrifício dos animais”.

Fonte: Jornal Público

domingo, 17 de outubro de 2010

Dinheiros Públicos patrocinam Touradas!

Em tempo de crise um milhão de Euros para promover a Tauromaquia.

O MATP - Movimento Anti-Touradas de Portugal, denuncia agora e em tempo oportuno aquilo que sempre criticamos: O uso dos nossos impostos para patrocinar um espectáculo degradante em que o homem maltrata cruelmente os animais. 

A comunicação social, vem denunciando ao longo das ultimas semanas o dinheiro mal gasto por diversos organismos públicos, sem no entanto referir que só no ano de 2009 pelo menos cerca de 1.000 000 (um milhão) de Euros foram gastos, dos cofres do érario publico, em espectáculos tauromáquicos, por meio de contratos de ajuste directo.  

Num Portugal em que a crise está para ficar, onde há fome e o desemprego aumenta diáriamente, continuam alguns a gastar dinheiros públicos sem quaisquer escrúpulos, para o gáudio de um público sedento de ver sangue, tortura e morte de animais.

A Câmara Municipal de Elvas gastou mais de 75.000 Euros, dos quais 65.600 Euros para a aquisição de uma Praça de Touros desmontável para Vila Fernando, também o Município de Portel gastou 74.600 Euros para a compra de uma Praça de Touros amovível, no Alandroal o município gastou 40.000 Euros no aluguer de touros e contratação de Cavaleiros tauromáquicos, dos 92.000 Euros gastos na Azambuja mais de 76.000 foram gastos na aquisição de bilhetes para duas corridas de touros.

Mas os piores exemplos são os de Angra do Heroísmo, que através da Culturangra EEM gastou mais de 275.000 Euros em touradas, a maioria deste dinheiro nas Sanjoaninas de 2009 e da Câmara Municipal de Santarém que só na aquisição de bilhetes para oferta para Touradas e Espectáculos Tauromáquicos dispendeu 168,000 Euros!

Estas ou outras autarquias também gastaram milhares de euros em cada um dos seguintes casos: Na aquisição de ar condicionado para um núcleo tauromáquico, na compra de livros de toureiros, em contratação de touradas, nos cartazes para anunciar as corridas de touros.

A lista poderia continuar num sem fim de casos de outros eventos que directa ou indirectamente serviram para promover o maltrato animal.

É caso para dizer Basta! Não chega que a maioria da população portuguesa condene as touradas? Até mesmo aqueles que são indiferentes não o podem ser quando um País em crise tem indivíduos que fazem mau uso do dinheiro que lhes é atribuido pelo Estado e todos somos penalizados.

Não queremos que o nosso dinheiro seja manchado de sangue inocente. Assim, vem o MATP - Movimento Anti-Touradas de Portugal, solicitar ao Governo que seja posto um fim a este tipo de situações, solicitando a imediata revisão do Código dos Contratos Públicos (CCP) por forma a impedir a subvenção da Tauromaquia, seja por ajuste direto, como nos casos referidos acima, ou por concurso público.

Porto, 17 de Outubro de 2010
MATP – Movimento Anti- Touradas de Portugal




Não quero ser cúmplice!
Basta de Touradas, com os meus impostos não!
Quero Assinar a Petição contra touradas.

domingo, 5 de setembro de 2010

Petição contra a tauromaquia e todos os espectáculos com touros

Caros Amigos,

Na sequência da vitória na Catalunha, também em Portugal o PPA - Partido Pelos Animais, juntamente com o apoio do MATP - Movimento Anti-Touradas de Portugal e outras organizações nacionais e internacionais lançou uma campanha pela abolição das touradas e de todos os espectáculos com touros: www.bastadetouradas.com , estando disponível uma petição para acabar de vez com tais espectáculos.

Apelamos a todos que assinem a referida petição em: http://www.peticaopublica.com/?pi=010BASTA


sábado, 17 de abril de 2010

O que pensa um toiro na arena?

Em Portugal as touradas continuam a atrair milhares. Há quem aprecie e quem abomine. Interessava saber o que pensam os toiros disto tudo. Mas infelizmente a voz do toiro nunca poderá ser escutada.

"O que é que este senhor quer? Anda por aqui a passear-se no cavalo armado em bom e volta e meio vem espetar-me um ferro no lombo. Deve pensar que isto é um restaurante de rodízio à brasileira. Ó amigo isto aqui não é o Gauchão e eu não sou o prato do dia. Seja lá homem e desça daí, vamos tomar um copo e conversamos sobre o assunto..."


"Acho piada quando os aficionados dizem que amam os toiros. Estranha forma de amar. Porque é que não vais fazer isto aos perdigueiros que tens lá em casa? Cria-los, ama-los muito, e depois um dia leva-los até ao Campo Pequeno, convidas os teus amigos e passam a tarde a espetar-lhe ferros nas costas. Pois mas isso já não porque se trata de animais de estimação e tal. E é crime ainda por cima. A velha e gasta teoria de alguns de que podemos maltratar os animais desde que eles sejam criados para o efeito. Alguns até dizem que se não fosse as touradas os toiros bravos já nem existiam. Pois se o homem não existisse a estupidez também não mas assim torna-se difícil e temos de lidar com ela. E não sabia que o senhor Charles Darwin era criador de toiros"

"E são tão paternalistas...este toiro é muito nobre e tem personalidade e mais não sei o quê...deixa-me cá mas é atravessá-lo com uma espada e cortar-lhe uma orelha como fazem as tribos da amazónia que ainda vivem com uma parra a tapar as partes"

" E o homem da corneta? O que é aquilo? Não há por aí nenhuma alma caridosa que lhe pague o conservatório? Ou um sniper da Mossad com o ouvido mais sensível? Se me querem matar ao menos ponham Chopin ou Verdi"

"Pronto já cá faltava o grupinho de meninos armados em rebeldes enfiados em roupa de tamanho 2 números abaixo. E este da frente não se cala com o "é toiro, é toiro" Querias que fosse o quê? Uma perdiz? O que queres tu afinal? Um happy meal? Eu por tenho cara de funcionário do Macdonalds? Já viste algum a raspar com as patas no chão enquanto tira um Sundae de chocolate? E já agora não achas que já comias menos meu badocha? Aposto que há na plateia quem tenha dúvidas de que lado da arena é que está o touro. Eu peso 500 quilos mas tu também deves andar lá perto. Uma consulta no nutricionista e larga o porco preto que qualquer dia só enrolado num cortinado..."

As touradas continuam a fazer parte do quotidiano português. O espectáculo bárbaro de espetar farpas de vários tamanhos num animal parece agradar a muitos à boa maneira de Júlio César, que há quem diga que foi primeiro a lembrar-se de um "entretenimento" do género com o uso de toiros, entre outros igualmente grotescos. O Imperador Cláudio pôs em prática sacrificando-os na Arena. As tradições acabam. E as más devem ser eliminadas. Quando o homem não consegue ou quer o tempo encarregar-se-á de o fazer. Até lá sofre o toiro.

Em Portugal o Marquês de Pombal acabou com os toiros de morte e chegou a proibir as touradas aquando da morte de um nobre (homem entenda-se) na arena. Retomou-se a "tradição" algum tempo mais tarde. Infelizmente.

Fazer sofrer propositadamente uma animal até à sua morte para regozijo de meia dúzia não devia ser permitido em parte alguma. Muito menos num país civilizado.

Fonte: Tiago Mesquita (http://aeiou.expresso.pt/100refens)

terça-feira, 6 de abril de 2010

Marcha pelos Animais (Actualização)


É já no próximo sábado dia 10 de Abril !

Há autocarros gratuitos à disposição de vários pontos do País.

Não faltes!

TORTURA NÃO É CULTURA !

domingo, 28 de março de 2010

Milhares de pessoas pedem em Madrid a abolição das Touradas numa manifestação histórica

Foi um enorme exito a manifestação pela abolição da tauromaquia e contra a sua nomeação como Bem de Interesse Cultural em Madrid. A afluencia de manifestantes foi muito grande, calculada em mais de 20.000 pessoas.

A Plataforma 'La Tortura no es cultura'  reuniu milhares de pessoas na manifestação que convocou no centro de Madrid contra a declaração da Tauromaquia como "Bien de Interés Cultural" (BIC) por parte do Governo regional. Diferentes asociações de protecção animal de toda Espanha uniram-se nesta plataforma com o objetivo de protestar contra a declaração de BIC anunciada pela Comunidade e secundada pelos governos regionais de Valencia e Murcia, "em todos os casos de maneira unilateral e sem consultar qual é o verdadeiro interesse cultural dos cidadãos na actualidade".

"A tauromaquia provoca a morte e o sofrimento de milhares de animais todos os anos, e não pode ser justificada de nenhuma maneira. Uma tradição já repudiada não pode ser imposta como um BIC para todos os cidadãos de uma ou várias regiões", declararam os membros da Plataforma.


Contra a "Fiesta Nacional"

Ruth Toledano, (escritora e jornalista, colunista do El País. Membro do Comité de Honra da Fundação Altarriba. Licenciada en Filología e autora de livros de poesías) recordou que as diferentes sondagens que se têm realizado indicam que 70% dos espanhois estão contra a "Fiesta Nacional", pelo que se mostram "indignados" pela decisão da Comunidade de Madrid. A portavoz também denunciou que cada espanhol destine na sua declaração de impostos 47 euros para a Tauromaquia..

A manifestação foi convocada pelas associações ADDA, Amnistía Animal Madrid, ALBA, Altirriba, ANDA, AnimalNaturalis, ANPBA, CAS Internacional, Ecologistas en Acción, Equanimal, FAADA, FAA, FAPAM, FEBA, Libera!, PACMA y PROA. Apoiaram o manifesto personalidades do mundo da cultura como Juan José Millás, Lucía Etxevarría, Fernando Delgado, Rosa Montero, Elvira Lindo, Ignacio Escolar y Juanma Bajo Ullóa, entre outros.


Alexandre Herculano nasceu há 200 anos: Um respeitado e muito querido representante da Cultura Nacional


Faz hoje 200 anos que nasceu Alexandre Herculano de Carvalho e Araújo (Lisboa, 28 de Março de 1810) foi um escritor da era do romantismo, um historiador, um jornalista, e um poeta português. Alexandre Herculano é considerado um dos maiores portugueses do século XIX. Um símbolo da nossa cultura.

A sua vasta obra literária e em particular o prestígio que a sua obra “História de Portugal” lhe granjeara leva a Academia das Ciências de Lisboa a nomeá-lo seu sócio efectivo (1852) e a encarregá-lo do projecto de recolha dos “Portugália e Monumenta Histórica” (recolha de documentos valiosos dispersos pelos cartórios conventuais do país), projecto que empreende em 1853 e 1854. Herculano foi o responsável pela introdução e pelo desenvolvimento da narrativa histórica em Portugal.

Dele é a frase em que se refere às touradas: "…espectáculo de eras barbaras, que a civilização, desenvolvendo-se gradualmente por alguns séculos, ainda não soube desterrar da Península, e que nos conserva na fronte o estigma dos bárbaros, embora tenhamos procurado esconder esse estigma debaixo dos ouropéis e pompas da arte moderna e pleitear a nossa vergonhosa causa perante o tribunal da opinião da Europa com sofismas pueris e ineptos." In O Bobo.

A singela homenagem que o MATP – Movimento Anti-Touradas de Portugal hoje lhe faz e que os nossos governantes se esqueceram, é também pelo facto de ter sido como muitos dos seus contemporâneos um grande lutador Anti-Touradas, com uma enorme convicção e coragem que serve de exemplo e motivação a todos nós. De sua autoria é a citação: “Quanto mais conheço os homens, mais estimo os animais”.

Alexandre Herculano continuará a ser um símbolo da Cultura Nacional que a actual ministra da cultura subestima ao incluir a Tauromaquia neste conceito.

Fonte: MATP - Movimento Anti-Toradas de Portugal

sexta-feira, 26 de março de 2010

Uma questão de cultura

A cultura é o mecanismo que nos permite, enquanto espécie, evoluir para lá do lento e aleatório processo da evolução natural. A cultura é também aquilo que, a cada momento, gera o ambiente civilizacional no qual uma determinada comunidade opera. Nessa medida...

A cultura é o mecanismo que nos permite, enquanto espécie, evoluir para lá do lento e aleatório processo da evolução natural. A cultura é também aquilo que, a cada momento, gera o ambiente civilizacional no qual uma determinada comunidade opera. Nessa medida, estando nós globalmente na era da sociedade da informação, muitos grupos humanos continuam a viver na Idade Média ou nos primeiros tempos da modernidade. Basta pensar nos campos de refugiados, nas áreas de grande pobreza e carências de toda a espécie ou nos que vivem sob regimes de base tribal ou assentes no despotismo. E até há quem - caso de algumas remotas tribos da Amazónia -, se mantenha no muito longínquo neolítico.

Mas estes desfasamentos não sucedem só em agrupamentos humanos que, por qualquer motivo, foram marginalizados do processo histórico. No interior da era coabitam outras eras. No tempo presente coexistem tempos passados. Certos rituais, tradições e comportamentos primitivos, apesar de claramente anacrónicos, persistem nas nossas sociedades desenvolvidas. É o caso exemplar das touradas.

Só na aparência se trata de um tema polémico. Na verdade, não há nenhuma polémica, nem nada digno de debate. O assunto é claro e evidente para toda a gente. Trata-se de um ritual retrógrado que não faz qualquer sentido, nem tem nenhuma justificação, na sociedade contemporânea. Recorde-se que já D. Maria II, em meados do século XIX, decretou a sua proibição por considerar "que as corridas de touros são um divertimento bárbaro impróprio de Nações civilizadas". Pelo menos há dois séculos que as touradas são um sinal de atraso e incivilização.

Todas as pseudo discussões sobre a preservação dos touros, se estes sentem dor ou não, a importância económica da atividade, a defesa da tradição, etc., nada acrescentam ao essencial e cristalino. A tourada é um espetáculo selvagem e criminoso. Ponto final parágrafo.

Muitas outras tradições têm sido abandonadas por serem indignas da condição do homem atual. Caminhamos para o reconhecimento dos direitos dos animais. Caminhamos para uma maior consciência da partilha do planeta com outras formas de vida. Caminhamos até para um sentido de cooperação e não de exploração e extermínio das outras espécies e da própria natureza. Os anacronismos que ainda persistem combatem-se com leis civilizadoras assentes, precisamente, na evolução e consenso cultural. Ou seja, a cultura, em sentido lato e específico nas suas várias vertentes humanizadoras, tem nestes assuntos um papel decisivo. É através dela que se promove o esclarecimento, a educação e uma visão mais avançada sobre o tempo em que nos foi dado viver. A cultura não é isenta, nem irresponsável. Estamos todos implicados.

Ora essa responsabilidade não pode deixar de estar presente a nível governativo. Do Ministério da Cultura espera-se um claro empenhamento na modernização geral do País e dos cidadãos. A par do desenvolvimento das novas tecnologias e novas aptidões, com grande incidência nos planos tecnológicos e nos programas dos Ministérios da Ciência e da Economia, seria de esperar uma participação não menos ativa do Ministério da Cultura na qualificação civilizacional dos portugueses. Ora, infelizmente, não é isso que se passa. Portugal não tem tido nenhuma sorte com os sucessivos ministros da cultura.

Ao incluir uma secção especializada dedicada à tauromaquia no recém criado e pomposo Conselho Nacional da Cultura, a Ministra Gabriela Canavilhas mostra, desgraçadamente, que ainda não é desta que temos à frente do ministério alguém que já viva no século XXI. Em vez de contribuir para a evolução positiva do País, com este gesto incongruente a ministra envia sinais de atavismo e tradicionalismo que só podem reforçar ainda mais o nosso atraso.

Não cabe exigir demissões. Esta gente passa e só deixa um rasto de irrelevância. Mas fica claro que continuamos a nada poder esperar de um ministério que devia dar o exemplo e ajudar a melhorar o nível cultural dos portugueses. A cultura, a verdadeira, continuará a ser desenvolvida noutros lugares.

Artigo de opinião de Leonel Moura

Fonte: Jornal de Negócios

domingo, 14 de março de 2010

Protesto em Madrid: A Tortura não é um bem Cultural

Espanha e Portugal: A mesma luta



Hoje, domingo 14 de Março, às 12:00, a Equanimal realizou um protesto na Praça de Callao, em Madrid.

O motivo: A luta contra a consideração das touradas como "bens culturais", que se pretende adotar nas comunidades de Madrid, Valência e Múrcia. O reconhecimento de interesse cultural é reservado para eventos culturais "de especial importância e significado". Isso pode significar a obrigação das autoridades de proteger as touradas. Esta medida é uma reacção dos taurinos tomada fruto da mobilização cada vez maior a favor da abolição das touradas, e em particular, perante o debate no parlamento catalão da iniciativa legislativa popular para a proibição de touradas.

Um grande número de pessoas reuniram-se na Plaza de Callao em Madrid para exigir a abolição das corridas de touros, enquanto dezenas de activistas estavam no chão com as bandarilhas nas suas costas formando a palavra SOS.


Enquanto isso, numa outra comunidade que também visa declarar de interesse cultural as touradas, Valência, outro evento semelhante ocorreu ao mesmo tempo: Na praça da Câmara Municipal desta cidade, a organização AnimaNaturalis também realizou uma manifestação reivindicando Festas sem touradas.



Prevista uma grande Manifestação em Madrid no próximo dia 28 de Março

A presidente da Câmara de Madrid, Esperanza Aguirre, num ataque aos animais e a quem os defende , informou há umas semanas atrás que a tauromaquia sería declarada Bem de Interesse Cultural. Posteriormente Murcia e a Comunidade Valenciana se uniram à dita campanha, cujo objetivo é proteger a tauromaquia face ao imparável avanço do movimento pelos direitos dos animais.

A tauromaquia suporta a morte e o sofrimento de milhares de animais todos os anos, e não pode ser justificada de nenhuma maneira. É uma das consequências, mas não a única, de que a sociedade não respeite e não considere os animais. Algo que devemos mudar.



No domingo 28 de março irá realizar-se em Madrid mais uma manifestação cujos objectivos são opor-se à declaração da tauromaquia como Bem de Interesse Cultural e reclamar respeito pelos animais. Começará pelas 12 horas na Plaza de la Villa acaba na Puerta del Sol, onde se realizará um acto para pedir justiça em nome daqueles que não podem fazer ouvir a sua voz.







Esta Manifestação é convocada por várias associações de toda a Espanha entre as quais: ADDA, ANDA, ALBA, Altarriba, AnimaNaturalis, Amnistía Animal Madrid, CAS Internacional, CORA, Ecologistas en Acción, Equanimal, FAADA, FAA, FAPAM, GAM, Libera!, PACMA, PGS, PROA e Vida Universal.

Esta convocatoria está aberta a todos os grupos ou associações que desejem unir-se.

Mais informações em: info@animanaturalis.org

sexta-feira, 12 de março de 2010

Verónicas, chicuelinas e cultura

Uma associação de forcados amadores "lá do Sul" organizou um espectáculo de beneficência que - é evidente - seria constituído por um festival taurino. Um dos beneficiados (mas que despudor!) seria uma associação… de amigos dos animais. Que, vá lá!, teve o bom senso de recusar a ajuda de "um festival que tortura animais".

A tal não ter acontecido, aceitar-se-ia que, a seguir, e para ajudar qualquer associação de apoio às vítimas da violência doméstica, um clube de boxe sugerisse conseguir fundos com um combate entre um homem e uma mulher (de preferência ele de luvas e ela de mãos nuas).

Estas minhas considerações devem-se, se calhar, ao facto de ser um bota-de-elástico que não aprecia espectáculos tão… tão… (falta-me o adjectivo!) como a tourada ou o boxe. Ora sucede que este até é conhecido por "nobre arte" e aquela é considerada por muitos como uma das mais nobres ainda tradições nacionais (e é por isso que mesmo uma TV oficial como a RTP não tem problemas em nos brindar com transmissões directas e integrais da arte de bem cavalgar toda a sela e torturar todo o touro).

Mas estarei errado - pelo menos pensará a ministra da Cultura, pois acaba de criar uma Secção de Tauromaquia no Conselho Nacional de Cultura. Houve quem se indignasse - mas, afinal, não será Gabriela Canavilhas que está certa? Os passos elegantes dos cavaleiros não serão um autêntico ballet? O sangue que jorra dos golpes das bandarilhas não lembrará teatro de tragédia do melhor? O amontoado de forcados dominando o touro não sugerirá uma obra de estatuária? O coro dos olés não pedirá meças aos coros wagnerianos?

Portanto!... Há de facto que olhar estes assuntos de cultura com espírito aberto, moderno, como, aparentemente, o da ministra.

Sérgio de Andrade in Jornal de Notícias de 2010-03-09
Fonte: JN

quinta-feira, 11 de março de 2010

Vieira Nery contra touros na Cultura

O musicólogo Rui Vieira Nery aproveitou a primeira reunião do plenário do Conselho Nacional de Cultura, que se realizou ontem no Palácio de Ajuda, para criticar a existência de uma secção especializada de tauromaquia nesse órgão consultivo do Ministério da Cultura, criada por um despacho de Gabriela Canavilhas.

"Considero a decisão inoportuna e inadequada. Parece um retrocesso nas políticas públicas sobre tauromaquia e algo desnecessário, pois não houve uma alteração do consenso nacional a este respeito", disse ao CM o secretário de Estado da Cultura de Manuel Maria Carrilho.

Fonte: Correio da Manhã

terça-feira, 9 de março de 2010

Conselho Nacional de Cultura: Primeira reunião do plenário

Ministério da Cultura 

Plenário do Conselho Nacional de Cultura

A Ministra da Cultura, Gabriela Canavilhas, activou o Conselho Nacional de Cultura (CNC), convocando a primeira reunião do plenário para amanhã, dia 10 de Março de 2010, às 11horas, na Sala D. Carlos do Palácio Nacional da Ajuda.

O Conselho Nacional de Cultura é o órgão consultivo do Ministério da Cultura e tem por missão emitir, por solicitação do membro do Governo responsável pela área da Cultura, pareceres e recomendações sobre questões relativas à realização dos objectivos de política cultural e propor medidas necessárias ao seu desenvolvimento.

Procurando a maior abrangência de representatividade da sociedade civil nas várias áreas culturais, e no cumprimento do estipulado no Decreto Regulamentar n.º 35/2007, de 29 de Março, o Conselho Nacional de Cultura integra um vasto leque de figuras de várias associações e instituições e um grupo de dez personalidades de reconhecido mérito designadas por escolha pessoal da Ministra.

Este grupo é constituído pelo ensaísta Eduardo Lourenço, o arquitecto Siza Vieira, o musicólogo Rui Vieira Nery, o programador e ex-bailarino Jorge Salavisa, o encenador Ricardo Pais, a escritora Inês Pedrosa, a jornalista Paula Moura Pinheiro, o ensaísta e programador António Pinto Ribeiro, o crítico de cinema João Lopes e o economista Augusto Mateus.

O plenário do CNC inclui, ainda, os presidentes das secções especializadas e representantes do Centro Português de Fundações, da Associação Nacional de Municípios Portugueses, da Associação Nacional de Freguesias, do Conselho Nacional de Reitores das Universidades Portuguesas, do Conselho Nacional de Consumo e da Conferência Episcopal Portuguesa.

O Conselho Nacional de Cultura (CNC) foi instituído como órgão consultivo do Ministério da Cultura pelo Decreto-Lei n.º 215/2006, de 27 de Outubro, diploma que aprova a orgânica deste Ministério.

Fonte: Portal do Governo

quarta-feira, 3 de março de 2010

Polémica no recém-criado CNC: Rui Nery contra inclusão da Tauromaquia !

O musicólogo Rui Vieira Nery foi nomeado recentemente membro individual do Conselho Nacional de Cultura, no contingente designado pessoalmente pela Ministra da Cultura e já tomou posição sobre o despacho que cria uma secção de tauromaquia no CNC:
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"Fiquei em estado de choque com a leitura do Despacho Regulamentar, que me parece um retrocesso escandaloso nas políticas públicas sobre a Tauromaquia, e não deixarei de tomar posição a este respeito, designadamente na primeira reunião do Conselho Nacional de Cultura, que terá lugar na próxima semana." Rui Vieira Nery


De referir que este brilhante musicólogo já foi Secretário de Estado da Cultura.
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Outras personalidades igualmente designadas para o CNC:
Eduardo Lourenço, o arquitecto Siza Vieira, o programador e ex-bailarino Jorge Salavisa, o encenador Ricardo Pais, a escritora Inês Pedrosa, a jornalista Paula Moura Pinheiro, o ensaísta e programador António Pinto Ribeiro, o crítico de cinema João Lopes e o economista Augusto Mateus.
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sábado, 27 de fevereiro de 2010

Documento Histórico

O MATP, divulga hoje um documento histórico dos anos 60.

A luta contra a crueldade das touradas tem já muitos anos, no entanto os espectáculos macabros tem conseguido resistir ao evoluir dos tempos, contráriamente à natural evolução do ser humano e à constante busca de um equilibrio em entre Homem e Natureza.

O desrespeito pelo Ambiente é a fonte de catástrofes que nos últimos anos têm tornado o nosso Planeta um lugar cada vêz mais perigoso e desiquilibrado.

Esta cópia chegou até nós com o seguinte comentário: "O documento não tem data mas está visado pela comissão de censura do antigo regime e é anterior aos anos 60. Todos os que aí figuram com os seus depoimentos estão mortos há muito e ficariam certamente muito surpreendidos se soubessem que, em 2010, o Conselho Nacional de Cultura português se prepara para criar uma nova secção especializada dedicada à ...tauromaquia .
Atente-se nas palavras cruas de Ferreira de Castro a propósito das touradas. Estaremos perante um retrocesso civilizacional ?"

Concordadamos em absoluto! Em tributo a todos os que, hoje como ontem têm a coragem de assumir a sua posição anti-tauromaquia, apesar das muitas ameaças (...) e dos fortes lobbies, com a nosso sincero muito obrigado!
Click nas imagens para ver maior:

quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010

Bloco de Esquerda contra tauromaquia no CNC

O MATP recebeu a seguinte resposta do Bloco de Esquerda que publicamos na integra:

Em resposta às inúmeras mensagens recebidas relativas à criação de uma secção de tauromaquia no Conselho Nacional de Cultura, o Bloco de Esquerda afirma o sua completa discordância com esta decisão do Ministério da Cultura.

O Conselho Nacional de Cultura é um órgão consultivo do Ministério da Cultura criado em 2006 e que só agora foi activado. Este conselho prevê secções especializadas nas áreas das bibliotecas, arquivos, direitos de autor e museus. Por decisão da Senhora Ministra da Cultura foram criadas duas novas secções - artes e tauromaquia - respectivamente pelos Despachos n.º 3253/2010 e n.º 3254/2010, de 22 de Fevereiro.

Se a criação de uma secção especializada em artes aparece, neste contexto, como um passo lógico na resposta a uma evidente lacuna, já a criação de uma secção dedicada à tauromaquia não aparece como necessária nem pertinente.

De facto a cultura é um campo vasto, em que se cruza criação e património, tradição e contemporaneidade, numa pluralidade de manifestações e linguagens. Mas a autonomização de uma particular tradição, no contexto do Conselho Nacional de Cultura, parece querer dar-lhe uma centralidade que não só não tem sentido dada a pouca relevância do sector para a generalidade da população, como desrespeita as outras tradições e expressões culturais que não têm o mesmo reconhecimento.

Esta forçada centralidade da tauromaquia no Conselho Nacional de Cultura aparece ainda como um esforço anacrónico e desprovido de qualquer sentido, que é particularmente incompreensível visto não resultar sequer de nenhuma reivindicação pública do sector.

Com os melhores cumprimentos,
Grupo Parlamentar do Bloco de Esquerda

terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

Indignação face à criação de uma secção de tauromaquia no CNC

O MATP-Movimento Anti-Touradas de Portugal informa que, apesar dos milhares de protestos, nacionais e internacionais enviados contra a criação de uma secção de tauromaquia no Conselho Nacional de Cultura, nada demoveu esta Ministra de recuar nas suas intenções.
Recordamos que a Ministra Gabriela Canavilhas é aficionada e participou, enquanto directora-geral da Cultura dos Açores, no "Fórum Mundial da Cultura Taurina", que decorreu na Terceira em 2009, não sendo por isso de estranhar a sua postura e vontade em fazer aprovar este despacho sem mais demoras face à contestação crescente que este assunto está a ter na opinião pública Nacional e Internacional.

Não é altura de baixarmos os braços e tudo faremos para travar este aberrante despacho!

Apelamos por isso aos nossos militantes, filiados, simpatizantes e amigos para uma mobilização geral, forte e determinada!

Por favor, envie a mensagem abaixo sugerida, ou se preferir, escreva a sua própria mensagem, ao Primeiro Ministro, ao Ministro da Presidência do Conselho de Ministros, ao Ministério da Cultura, com conhecimento aos seis líderes parlamentares na Assembleia da República, pedindo que intercedam nesta situação.

Carta tipo:

Exm.º Senhor Primeiro Ministro
Exm.º Senhor Ministro da Presidência do Conselho de Ministros
Exm.ª Senhora Ministra da Cultura

Com Conhecimento a:
Exm.º Senhor Presidente do Grupo Parlamentar do PS
Exm.º Senhor Presidente do Grupo Parlamentar do PSD
Exm.º Senhor Presidente do Grupo Parlamentar do CDS-PP
Exm.º Senhor Presidente do Grupo Parlamentar do BE
Exm.º Senhor Presidente do Grupo Parlamentar do PCP
Exm.º Senhor Presidente do Grupo Parlamentar do PEV

Excelências,
Acabei de tomar conhecimento da criação, por parte do Ministério da Cultura, de uma secção de tauromaquia no Conselho Nacional de Cultura. Venho por este meio expressar a minha indignação.
Não considero a Tourada cultura e sendo eu, assim como a maioria dos portugueses, contra este tipo de espectáculo a todos os níveis deplorável e que em nada dignificam o nosso País não quero que os meus impostos o financiem de qualquer forma, directa ou indirectamente.

A Declaração Universal dos Direitos do Animal, aprovada pela UNESCO (Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura) e ONU, reconhece a necessidade de respeitar o bem-estar e natureza dos animais não humanos. Por isso vamos chamar as coisas pelos seus nomes: Negócios de crueldade que humilham e matam pela dor, nunca serão arte nem cultura.

Assim, apelo para que V/Ex.ª interceda no sentido de acabar, quanto antes, com as implicações do Despacho n.º 3254/2010, revogando-o de foma a ser excluida a secção de tauromaquia do CNC. Apelo para que a actividade tauromáquica não seja financiada ou promovida à custa de dinheiros públicos. Peço a demissão imediata da actual Ministra da Cultura.
Agradecendo antecipadamente a atenção que possa ser dedicada à presente mensagem, apresento a V. Ex.ª os meus melhores cumprimentos,

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segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

Por favor peça ao Governo que não seja criada uma secção de Tauromaquia no futuro Conselho Nacional de Cultura

O MATP – Movimento Anti-Touradas de Portugal teve conhecimento de que o Ministério da Cultura pretende criar uma secção de tauromaquia no futuro Conselho Nacional de Cultura.
Este Conselho com estas secções será um orgão consultivo que se pronunciará sobre investimentos de dinheiros públicos na área da cultura, pelo que devemos recusar que o dinheiro que é de todos nós e que deva ser usado para promover a cultura portuguesa, possa ser usado para alimentar este negócio centrado na humilhação e opressão de animais.


Segundo a recente Nota de 2010-02-03 do Ministério da Cultura: “O Conselho Nacional de Cultura é um órgão colegial de natureza consultiva de apoio ao Ministério da Cultura e aos seus diversos organismos e serviços, e funcionará em plenário e em secções especializadas. A sua base legal prevê a possibilidade de criação de novas secções especializadas, prerrogativa que será utilizada para criar a secção das artes e a secção de tauromaquia.”


Estamos perante algo de muito grave que é a utilização de dinheiros públicos para o apoio de uma actividade já condenada pela grande maioria da população portuguesa e comunidade internacional.

Chegou a altura de dizer basta. Não estamos dispostos que este negócio de crueldade e maltrato animal, touradas e os restantes espectáculos tauromáquicos, sejam financiados com os nossos impostos!

Não queremos ser cumplices!

Por favor, envie a mensagem abaixo sugerida, ou se preferir, escreva a sua própria mensagem, ao Primeiro Ministro, ao Ministro da Presidência do Conselho de Ministros, à Ministra da Cultura, com conhecimento aos seis líderes parlamentares na Assembleia da República, pedindo que intercedam e evitem esta situação.

Por favor, envie a sua mensagem para: pm@pm.gov.pt; gab.mp@mp.gov.pt; gmc@mc.gov.pt

Com Conhecimento (Cc): gp@ps.parlamento.pt; gp_ps@ps.parlamento.pt; gp_psd@psd.parlamento.pt; gp_pp@pp.parlamento.pt; bloco.esquerda@be.parlamento.pt; gp_pcp@pcp.parlamento.pt; pev.correio@pev.parlamento.pt; matp@netcabo.pt

Mensagem Sugerida:

Exm.º Senhor Primeiro Ministro

Exm.º Senhor Ministro da Presidência do Conselho de Ministros

Exm.ª Senhora Ministra da Cultura

Com Conhecimento a:

Exm.º Senhor Presidente do Grupo Parlamentar do PS

Exm.º Senhor Presidente do Grupo Parlamentar do PSD

Exm.º Senhor Presidente do Grupo Parlamentar do CDS-PP

Exm.º Senhor Presidente do Grupo Parlamentar do BE

Exm.º Senhor Presidente do Grupo Parlamentar do PCP

Exm.º Senhor Presidente do Grupo Parlamentar do PEV

Excelências,

Tendo tomado conhecimento que o Ministério da Cultura pretende criar uma secção de tauromaquia no futuro Conselho Nacional de Cultura, venho por este meio apelar a que tal seja evitado.

Não considero a Tourada cultura e sendo eu, assim como a maioria dos portugueses, contra este tipo de espectáculo a todos os níveis deplorável e que em nada dignificam o nosso País não quero que os meus impostos o financiem de qualquer forma, directa ou indirectamente.
A Declaração Universal dos Direitos do Animal, aprovada pela UNESCO (Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura) e ONU, reconhece a necessidade de respeitar o bem estar e natureza dos animais não humanos. Por isso vamos chamar as coisas pelos seus nomes: Negócios de crueldade que humilham e matam pela dor, nunca serão arte nem cultura.

Assim, apelo a que V/Ex.ª interceda no sentido de que não seja criada nenhuma secção de Tauromaquia no referido Conselho Nacional de Cultura, nem que esta actividade possa de alguma forma vir a ser financiada ou promovida à custa de dinheiros públicos.

Agradecendo antecipadamente a atenção que possa ser dedicada à presente mensagem, apresento a V. Ex.ª os meus melhores cumprimentos,

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