terça-feira, 27 de junho de 2017

Santa Maria da Feira declara-se município livre de touradas



A Assembleia Municipal de Santa Maria da Feira aprovou por unanimidade, na segunda-feira 27 de junho de 2017, uma moção do BE que declara o concelho um “município livre de touradas”. Texto da moção:


Santa Maria da Feira, município livre de touradas

A tourada é um ato bárbaro e cruel, de extrema violência sobre o animal, provocando-lhe sofrimento inimaginável, ferimentos graves e posterior morte. A promoção do sofrimento animal como forma de entretenimento é inadmissível numa sociedade que se quer moderna e que queira pertencer ao séc. XXI.

A recente tentativa de se realizar tourada em Lourosa, surpreende por ser contrária a tudo o que deve ser cultura e entretenimento e por estar completamente em contraciclo com a evolução social e cultural exigida para o nosso século. Numa altura em que vários países ou regiões estão a abolir este ato de puro sadismo –não podemos permitir que em Portugal, e em particular no concelho de Santa Maria da Feira, a violência vire cultura.

O concelho tem que ser firme e declarar-se município livre de touradas, para dar a mensagem clara que em Santa Maria da Feira não será permitida a realização de touradas ou de outros eventos que vivam e explorem a violência e o sofrimento animal.

Este é o momento de escolher a cultura contra a violência, o entretenimento contra o sofrimento. Por isso entendemos que a realização de espetáculos com animais que impliquem o seu sofrimento físico ou psíquico não pode ser alvo de apoio institucional, ou seja, que nenhum recurso ou apoio público pode contribuir para este tipo de práticas.

A Assembleia Municipal de Santa Maria da Feira, reunida no dia 26 de junho de 2017 delibera:
Declarar o município de Santa Maria da Feira como um município livre de touradas.


Fonte: ver aqui.


quinta-feira, 22 de junho de 2017

Assine a petição: Não às touradas para crianças nos Açores



Para: Presidente do Governo Regional dos Açores, Comissão Nacional de Proteção das Crianças e Jovens em Risco, Instituto de Apoio à Criança, Comité Português para a UNICEF, Office of the High Commissioner for Human Rights, Committee on the Rights of the Child (CRC), Cogrupo sobre os Direitos das Crianças da Amnistia Internacional Portugal.

Ex.mas/os Senhoras/es,

Considerando que práticas tauromáquicas são uma expressão de insensibilidade e violência que deseduca e em nada dignifica a humanidade, sendo que estudos recentes comprovam que crianças e adultos que assistam a práticas tauromáquicas desenvolvem tendências de agressividade e violência;

Considerando que a presença de crianças e adolescentes como participantes ou simples assistentes em touradas contraria a recomendação, de 2014, do Comité dos Direitos da Criança da ONU, que pede para afastar as crianças da tauromaquia e que, entre outras medidas, recomenda também a promoção de campanhas de informação sobre “a violência física e mental associada à tauromaquia e ao seu impacto nas crianças”;

Considerando o contexto socioeconómico do país e região, que através do desinvestimento na educação, no apoio social, na saúde, no emprego e salários, nos transportes, na habitação, numa cultura educativa, têm contribuindo para a degradação da qualidade de vida das populações, sendo muitas as famílias e pessoas que perderam emprego e apoios sociais e que têm dificuldades em cumprirem o pagamento de todas as suas despesas destinadas à sua sobrevivência com dignidade;

Considerando que a Câmara Municipal de Angra do Heroísmo apoia com 100 mil euros a Feira Taurina integrada nas Sanjoaninas que inclui no seu programa no dia 26 de junho uma espera de gado para crianças e no dia 28 um espetáculo para crianças e idosos.

Ao mesmo tempo que repudiamos o esbanjamento de dinheiros públicos e o desrespeito pelos direitos das crianças, solicitamos que sejam tomadas medidas para que espetáculos violentos, onde se abusa e torturas animais, não voltem a se repetir.


ASSINE AQUI:

https://www.change.org/p/presidente-do-governo-regional-dos-a%C3%A7ores-n%C3%A3o-%C3%A0s-touradas-para-crian%C3%A7as-n%C3%A3o-aos-apoios-p%C3%BAblicos-para-a-tauromaquia



Benavente: Enviem o seu protesto




A ANIMAL tomou conhecimento de dois eventos programados para acontecerem muito em breve em Benavente e já procedeu ao envio de um ofício às autoridades competentes.

Pedimos a todas/os vós para que enviem as vossas mensagens

Para:
ct.str.dcch.pbnv@gnr.pt; carlos.coutinho@cm-benavente.pt;cmb@cm-benavente.pt
Com CC a:
info@animal.org.pt

Poderão ainda ligar para: Posto Territorial da GNR de Benavente 263 518 220, CM Benavente 263 519 600

Mensagem sugerida:


Exmo. Senhor Presidente da Câmara Municipal de Benavente,
Exmo. Senhor Comandante do Posto Territorial de Benavente da Guarda Nacional Republicana:

Excelências,

Acabo de tomar conhecimento de que estão previstos os seguintes eventos: uma “Picaria de Touros/Picaria à Vara Larga” no próximo dia 24 de Junho, pelas 12h00m, e um espectáculo de “Touros de Fogo”, para o dia 22 de Junho pelas 00h30m, que acontecerão no âmbito da “Festa da Amizade”. É com extrema preocupação que constato que estas duas práticas estão anunciadas, porquanto:

1. As “picarias” são eventos tauromáquicos que não fazem parte da tradição tauromáquica portuguesa – tanto que não estão sequer consideradas no Regulamento de Espectáculos Tauromáquicos – e que consistem na utilização de varas para picar os animais usados nestes eventos, supostamente a fim de se poder aferir a “bravura” destes. Em termos de prática tauromáquica, equipara-se à sorte de varas, no sentido em que consiste na utilização de uma vara do mesmo tipo das que são usadas na sorte de varas, provocando aos animais um sofrimento tão grande quanto aquele que lhes é infligido na sorte de varas.

2. Ora, porque a sorte de varas é uma prática proibida pelo artigo 3.º, 3, da Lei n.º 92/95, de 12 de Setembro, com a redacção actualizada pela Lei n.º 19/2002, de 31 de Julho, as “picarias”, por se equipararem a esta prática, estão, por implicação, igualmente proibidas. É um facto que a referida proibição contempla excepções para aquilo que determina, mas, tal como no disposto no artigo 3.º, 4, as excepções só são válidas para os casos em que “sejam de atender tradições locais que se tenham mantido de forma ininterrupta, pelo menos, nos 50 anos anteriores à entrada em vigor” do diploma em causa, o que não é o caso desta “picaria” programada para Benavente (além de que, segundo o mesmo diploma, é a Inspecção Geral das Actividades Culturais que detém “competência exclusiva” para autorizar as excepções, quando preenchidos os requisitos legais para tal). Logo, este evento anunciado para Benavente não deve ser permitido, pois, a acontecer, infringirá a referida disposição legal.

3. Os “Touros de Fogo” são festas tauromáquicas próprias apenas de algumas localidades espanholas, nomeadamente Valencia, nas quais os touros são presos pelos cornos a postes, sendo-lhes colocados, através de hastes, bolas de alcatrão ou pez, às quais, como material inflamável que são, é pegado fogo. Os touros são depois soltos dos postes, ficando com os cornos a arder durante o período habitual de uma hora – tempo que estas festas costumam durar. Segundo testemunhos de médicos veterinários e especialistas em comportamento animal, o sofrimento físico que os touros experienciam quando os seus cornos ficam a arder é muito grande, quer porque os cornos dos touros são muito sensíveis, quer ainda porque os touros acabam por ficar com os olhos, focinho, boca e língua gravemente queimados, entre outras partes do corpo. A isto acresce o sofrimento psíquico que resulta de estarem nestas circunstâncias, querendo libertar-se do fogo que arde nos seus cornos e não sendo capazes de o fazer.

Mais informo V. Exas. de que, no seguimento de uma providência cautelar requerida pela Associação ANIMAL em 2006 a propósito de um evento de “touros de fogo”, o mesmo foi impedido por ordem de um Juiz do Tribunal de Santarém.

Esta mensagem dirige-se a V. Exas., apelando à V. intervenção, impedindo tais actos,

Agradecendo antecipadamente pela atenção que, confio, V. Exas. atribuirão a esta missiva e com a certeza de que intervirão nos termos da lei, despeço-me com os melhores cumprimentos,

Nome:
Localidade:


domingo, 21 de maio de 2017

Envie mensagem contra tourada em Alcobaça



Os Bombeiros Voluntários da Benedita estão a *organizar* touradas, ano após ano! A próxima tourada está a ser anunciada para dia 4 de Junho. Por favor, envie a seguinte mensagem por e-mail ou opte por um texto da sua autoria.


Para:
geral@bvbenedita.pt, cmalcobaca@cm-alcobaca.pt, gcrp@cm-alcobaca.pt, secretariado.gap@cm-alcobaca.pt, juntabenedita@mail.telepac.pt, geral@cister.fm, geral@beneditafm.pt, alcobaca@creditoagricola.pt, fenacam.direccao@creditoagricola.pt, geral@benecar.pt, bomcar@bomcar.pt, usados@bomcar.pt, solancis@solancis.com, geral.ms@interfer.pt, geral@adrianobandeira.pt, geral@sepsancho.com, geral@vitorinos.pt, linolopesaluminios@sapo.pt, mlpbarreiro@gmail.com, geral@profiserv.pt, marco_95.slb@hotmail.com, geral@ajbvserralharia.com, marketing@fvlaluminios.com.pt, marketing@dl-publicidade.com, ivocutelarias@ivocutelarias.com, comercial.vw@tecauto.pt

Cc:
marinhenses.antitouradas@gmail.com

Assunto sugerido:
Por favor, não sejam cúmplices da tortura de animais

Mensagem sugerida:

Excelentíssimos Senhores Presidente e Vice-Presidente da Direcção dos Bombeiros Voluntários da Benedita,
Excelentíssimo Senhor Presidente da Câmara Municipal de Alcobaça,
Excelentíssimo Senhor Presidente da Junta de Freguesia da Benedita,
Excelentíssimos Senhores Patrocinadores (de anteriores touradas na Benedita),

Tomei conhecimento de que está a ser anunciada uma tourada para decorrer, no dia 4 de Junho, na Benedita, com organização a cargo dos Bombeiros Voluntários locais (https://www.facebook.com/touradabenedita/photos/rpp.139077916270990/765920276920081/?type=3&theater).

A indústria tauromáquica, em desespero perante factos como o acentuado decréscimo do número anual de touradas e espectadores (https://www.rtp.pt/…/touradas-em-portugal-continuam-a-perde…), tem feito de tudo para conseguir entrar em localidades onde a tradição não existe, como é o caso da Benedita (onde apenas se começaram a realizar espectáculos tauromáquicos em 2002), valendo-se da existência de praças de touros ambulantes ainda que estas ponham em causa a segurança do público (http://farpasblogue.blogspot.pt/…/panico-esta-tarde-em-tour…,http://www.radiocampanario.com/…/queda-de-bancada-de-praca-…,http://www.laopiniondemurcia.es/…/muere-nino-14…/329423.html).

Na tentativa de tornar a tauromaquia menos intolerável para as populações, esta mesma indústria recorre a manobras como a “beneficência”. Não é, pois, de estranhar, não só o interesse pela vila da Benedita, como a instrumentalização da respectiva Associação Humanitária de Bombeiros Voluntários (BVB).

Perguntando-me por que motivo a bondade dos BVB não se vai estender aos cavalos e aos touros obrigados a participar no espectáculo em questão, nem mesmo às muitas e muitas pessoas que o mesmo deixará consternadas, concluí que talvez seja por falta de noção do sofrimento que, na realidade, está contido nas touradas. Neste contexto, peço ao Sr. Presidente da Direcção dos BVB, bem como ao Sr. Vice Presidente da Direcção, o favor de lerem (e transmitirem também aos demais membros organizacionais) o que se segue. Alargo o mesmo pedido aos restantes destinatários desta mensagem.

1. A moderna investigação em neurociência removeu quaisquer dúvidas que pudessem existir acerca da senciência de animais como as aves e os mamíferos (e.g. touro, cavalo), tal como é evidenciado pela “The Cambridge Declaration on Consciousness”, que foi assinada na Universidade de Cambridge em 2012 por um grupo proeminente de neurocientistas cognitivos, neurofarmacologistas, neurofisiologistas, neuroanatomistas e neurocientistas computacionais (vide s.f.f. http://fcmconference.org/…/CambridgeDeclarationOnConsciousn…). Quer isto dizer que animais como os "touros de lide" e os "cavalos de toureio" são seres que têm não só sensibilidade, como também consciência, tal como os animais ditos humanos;

2. A tauromaquia é uma actividade que implica violência extrema contra animais sencientes indefesos. Os cavalos sofrem física e psicologicamente. Os touros, totalmente desrespeitados, sofrem ainda mais e por um período de tempo mais alargado. Em termos muito gerais, e começando pelo período que se inicia algumas horas antes do espectáculo em si, estes bovídeos começam a sofrer e a ficar debilitados durante a fase de preparação para as corridas à portuguesa – seja, por exemplo, durante o transporte ganadaria-praça em que o stress os faz perder cerca de 10% do seu peso, seja na preparação dos seus cornos (vide s.f.f. http://mgranti-touradas.blogspot.pt/search…). Na arena, não faltam sinais de medo, confusão, stress, exaustão, dor e muito sofrimento, sinais estes que, por desconhecimento, nem sempre são identificados (vide s.f.f. http://mgranti-touradas.blogspot.com/…/corridas-portuguesa-…). Já fora do alcance da vista do público, os ferros/bandarilhas são arrancados à força do dorso das vítimas, o que lhes provoca extensas feridas e um sofrimento-atroz marcado por ensurdecedores berros de dor. Por fim, na quase totalidade dos casos, resta a estas pobres vítimas aguardarem, em tremenda agonia, pelo abate em matadouro;

3. Perante o exposto no ponto 1 em articulação com explicado no ponto 2, é inequívoco concluir que actividades como a tauromaquia são, em termos do sofrimento que causam aos animais obrigados a participar, equiparáveis a crimes perpetrados sobre seres humanos;

4. O conhecimento científico e a disponibilidade de informações sobre a violência contra animais que é exercida nas touradas, a par da tendência das sociedades modernas para se tornarem cada vez éticas e civilizadas, tem levado a que em todos os poucos países do mundo onde as cruéis touradas ainda são permitidas, estas enfrentem cada vez mais contestação, recomendações, restrições e mesmo proibições, valendo a pena referir alguns exemplos, como os que se seguem, nesta matéria.

O Comité dos Direitos das Crianças da ONU aconselhou vários destes países, entre os quais Portugal, a criarem legislação que restrinja a participação de crianças em touradas, quer como participantes quer como espectadoras, referindo estar "preocupado com o bem-estar físico e mental das crianças envolvidas em treinos para touradas", bem como “com o bem-estar mental e emocional das crianças enquanto espectadoras que são expostas à violência” destes espectáculos (https://www.publico.pt/…/comite-da-onu-quer-limitar-partici…).

Em Espanha, as corridas de touros foram proibidas na Catalunha (http://activa.sapo.pt/…/2010-07-29-Catalunha-proibe-corrida…). Por cá, já vários municípios e tribunais as condenaram, enquanto a sociedade civil vai demonstrando claramente que quer que acabem, quando, por exemplo, entre mais de mil ideias para o futuro do País apresentadas nas duas edições de “O Meu Movimento”, do XIX Governo de Portugal (2011-2015), surgem como ideias mais votadas pelos Portugueses e Portuguesas: a “Abolição das Corridas de Touros” e o “Fim dos Dinheiros Públicos para as Touradas” (http://www.jn.pt/…/movimento-pela-abolicao-das-touradas-adm…, http://www.cmjornal.pt/…/touradas-recebem-16-milhoes-de-eur…).

Existem muitas formas dignas de os BVB angariarem fundos. Organizar espectáculos tauromáquicos não é certamente uma delas. De resto, ao serem promotores e beneficiários de uma lenta e cruel ceifa de vidas, os BVB violam inclusivamente o disposto no artigo 3.º dos seus estatutos no qual ficou determinado que essa associação “irá socorrer feridos e doentes e irá proteger por qualquer outra forma vidas e bens” (http://www.bvbenedita.pt/Estatutos_BV_Benedita.pdf).

E ainda que se subentendesse que os estatutos se referem exclusivamente a vidas humanas, proteger vidas humanas passa por não ser responsável por eventos que provoquem emoções negativas e mal-estar em indivíduos humanos (o que pode ter reflexos negativos na saúde de alguns destes indivíduos e, no limite, causar mortes), sendo que organizar touradas implica ser responsável pela tortura de animais não-humanos, acontecimento que causa a muitas pessoas, como eu, preocupação, muita tristeza, desespero, repulsa, raiva, um enorme sentimento de impotência e um terrível mal-estar.

Proteger vidas, ainda que eventualmente apenas humanas, deveria também passar por prevenir situações das quais seja previsível que resultem feridos (humanos) para socorrer, importando lembrar que é muito frequente ocorrerem acidentes nas touradas que causam lesões, e algumas vezes até a morte, a quem nelas actua. Os BVB ainda estão a tempo de, numa atitude de grande coragem, decência e bondade, e numa demonstração de mais respeito quer por animais não-humanos quer por animais humanos, cancelarem a “corrida de toiros” a seu favor e se dissociarem por completo da indústria tauromáquica.

Fica o meu pedido de que assim seja a essa nobre Instituição, na pessoa dos senhores Presidente e Vice-Presidente da Direcção.

A Junta de Freguesia da Benedita (JFB) deve apoiar iniciativas de instituições como os BVB, é certo. Porém, deve declinar o seu apoio a actividades, organizadas por quem quer que seja, que indignem uma parte considerável da respectiva população e/ou prejudiquem a imagem da freguesia, como sejam as touradas, que têm estes dois efeitos negativos referidos (prejudicando também a imagem de todo o concelho de Alcobaça). Fica a minha sugestão de que a JFB proponha aos BVB que optem por eventos não violentos, como sejam concertos musicais, e apoie estes últimos.

No âmbito da responsabilidade social das empresas, faz todo o sentido que estas apoiem associações como as de Bombeiros Voluntários. No entanto, jamais o devem fazer por intermédio de patrocínios a práticas como as touradas, que: violam direitos humanos e os direitos das crianças em particular, conforme adverte o Comité dos Direitos da Criança das Nações Unidas; contribuem para uma sociedade menos justa, na qual se torturam seres sencientes em nome do entretenimento; e causam uma enorme tristeza e revolta num número muito significativo de pessoas, stakeholders (partes interessadas) de tais empresas. Endereço aos habituais patrocinadores das touradas organizadas pelos BVB o meu apelo para que não apoiem espectáculos tauromáquicos, sendo que, se o continuarem a fazer, no que depender de mim, perderão quota de mercado.

Perante todo o exposto, e tendo em conta que a realização de corridas de touros em praças ambulantes carece de autorização e licenciamento por parte do Município onde se pretende a instalação destas, peço à Câmara Municipal de Alcobaça, na pessoa de V. Exa., Sr. Presidente Paulo Inácio, que recuse conceder qualquer licença ou autorização para a realização desta ou de qualquer outra tourada, contribuindo assim para o avanço em direcção a uma sociedade menos violenta, mais justa e mais civilizada.

Agradecendo antecipadamente a atenção dispensada e ficando na expectativa de respostas convergentes para o fim da realização de touradas na Benedita,

Com os melhores cumprimentos,

[Nome e localidade de residência]



Fonte: http://mgranti-touradas.blogspot.com.es/2017/05/bombeiros-da-benedita-organizam.html

quarta-feira, 5 de abril de 2017

Assine: Pelo fim da Garraiada na Escola Superior Agrária de Viseu



Pelo fim da Garraiada na Escola Superior Agrária de Viseu

Ao cuidado do Presidente da Associação de Estudantes da Escola Agrária do Instituto Politécnico de Viseu

Exmo. Sr.

Tendo este grupo conhecimento da Garraiada que vem sendo anualmente organizado por V. Exmas, vimos por este meio pedir-vos que considerem suprimi-la ou substituí-la por outra actividade menos lesiva do bem-estar dos animais.

Temos consciência que um tal evento, não sendo tão lesivo como outros (touradas, circos) do referido bem-estar, submete ainda assim os animais em causa a níveis de stress desnecessários, podendo mesmo promover a percepção da objectificação de seres vivos que partilham connosco a condição existencial, criaturas diante das quais deveríamos ter uma atitude responsável, mais do que a de nos considerarmos donos dos seus destinos, temos que nos lembrar também de que a partir do dia 1 de Maio de 2017 os animais passam a ter outro estatuto no Código Civil, passando a ser animais sensoriais, o que dá mais força para consciencialização do problema.

Assim, independentemente do sucesso que tais eventos possam ainda ter (têm-nos sido dito que nem isso, neste caso) cremos que a vossa Associação e a respectiva imagem pública, até da cidade de Viseu, só teriam a ganhar com a abolição de um tal entretenimento, de resto substituível – e já substituída, em muitos casos - por actividades lúdicas com mais interesse e até espectacularidade, usando simulacros (fantasias envergadas por humanos ou engenhocas preparadas para o fim) que decerto não tornariam o evento menos apreciado, até pelo potencial humorístico que encerram.

Estamos certos que a utilização de animais para fins lúdicos se compagina mal com alguns cursos ministrados pela vossa instituição, que respeitamos, nomeadamente o curso de veterinária e também cujos profissionais decerto contribuem de forma inestimável para o bem-estar animal, sabemos também que têm protocolos e parcerias com diversas clinicas, hospitais veterinários e associações de defesa animal, pelo que aguardamos com expectativa e alguma esperança a vossa resposta.

Cordiais saudações


ASSINE AQUI:
http://peticaopublica.com/pview.aspx?pi=PT85184



sexta-feira, 17 de março de 2017

Proteste contra a tenta do Rádio Clube de Angra, nos Açores



Proteste enviando a mensagem abaixo ou, de preferência, uma original a protestar pela realização de uma tenta para comemorar um aniversário por parte do Rádio Clube de Angra.

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Para:
direccao@rcangra.com

CC:
amiguel@alra.pt; aluis@alra.pt; abradford@alra.pt; arodrigues@alra.pt; amalmeida@alra.pt; amarinho@alra.pt; aparreira@alra.pt; apedroso@alra.pt; aviveiros@alra.pt; alima@alra.pt; bchaves@alra.pt; bbelo@alra.pt; cferreira@alra.pt; casilva@alra.pt; ccabeceiras@alra.pt; cgfurtado@alra.pt; ctoste@alra.pt; dmaia@alra.pt; dcunha@alra.pt; dfreitas@alra.pt; fcesar@alra.pt; fcoelho@alra.pt; gracasilva@alra.pt; gsilveira@alra.pt; inunes@alra.pt; icorreia@alra.pt; jvieira@alra.pt; jcorvelo@alra.pt; jbcosta@alra.pt; javila@alra.pt; jvcosta@alra.pt; jjorge@alra.pt; jmgavila@alra.pt; jcontente@alra.pt; jsan-bento@alra.pt; lcgarcia@alra.pt; lmauricio@alra.pt; lrendeiro@alra.pt; mpereira@alra.pt; mramos@alra.pt; macosta@alra.pt; mferreira@alra.pt; mquinto@alra.pt; mcarreiro@alra.pt; mtome@alra.pt; micosta@alra.pt; mrocha@alra.pt; mseidi@alra.pt; pestevao@alra.pt; pmendes@alra.pt; pparece@alra.pt; pmoura@alra.pt; rcbotelho@alra.pt; rramalho@alra.pt; snicolau@alra.pt; sucosta@alra.pt; zsoares@alra.pt; presidencia@azores.gov.pt; acoresmelhores@gmail.com; matportugal@gmail.com



Exmo Senhor
Presidente do Rádio Clube de Angra

De acordo com notícias publicadas na comunicação social, no próximo dia 25 de março o Rádio Clube de Angra vai comemorar os seus 70 anos com uma tenta que terá lugar na Quinta do Malhinha.

Como deve ser do Vosso Conhecimento, as tentas são manifestações de violência gratuita, onde são torturados animais que são picados com ferros que lhes rasgam e perfuram a pele, carne e músculos.

Face ao exposto, venho desta solicitar a sua intervenção para impedir a realização deste espetáculo repudiável que constitui uma vergonha para o povo açoriano, um povo que na sua imensa maioria não quer ser associado por mais tempo à realização de espectáculos violentos e sangrentos onde são torturados animais para simples diversão dumas poucas pessoas.

O Rádio Clube de Angra deve continuar a ser “A Voz da Terceira” e não ser porta-voz ou promotor da tortura.

Atentamente

(Nome)



O que é uma tenta?
http://mgranti-touradas.blogspot.pt/2012/06/tenta.html