domingo, 31 de maio de 2020

Na Terceira (Açores) câmaras municipais apoiam a tauromaquia



Na Terceira Câmaras Municipais apoiam a tauromaquia
30 mil euros para touradas


O regabofe continua na ilha Terceira. As duas Câmaras Municipais em vez de apoiarem as populações carenciadas, decidiram usar o dinheiro dos contribuintes para dar uma mão aos ganadeiros que já beneficiam de apoios da PAC para a criação de gado.

A Câmara Municipal da Praia da Vitória decidiu atribuir 10 880 euros à Associação Regional dos Criadores de Touros das Touradas à Corda para serem distribuídos pelas ganadarias de acordo com o número de touradas realizadas pelas mesmas no concelho o ano passado.

A Câmara Municipal de Angra do Heroísmo, por seu lado, vai oferecer uma tourada à corda a cada freguesia do concelho, no valor de 19 000 euros.



quinta-feira, 14 de maio de 2020

Carta ao Governo Espanhol



Carta ao Governo Espanhol contra apoios à tauromaquia

No passado dia 3 de maio, um conjunto de mais de 800 organizações de todo o mundo, entre as quais o MATP, subscreveram uma carta ao Governo de Espanha, que teve como primeiros promotores a Plataforma “La tortura no es cultura” e “Animal Guardians”.

O principal objetivo da carta foi manifestar a discordância da sociedade face a possíveis ajudas à tauromaquia para fazer face à crise da mesma que se agravou com a recente pandemia.

De entre os pontos abordados na carta referida, destacamos a continuação dos apoios da PAC aos criadores de touros de lide, sabendo-se que no Parlamento Europeu, em 2015, a maioria dos deputados votou pela sua eliminação (438 a favor, 199 contra e 50 abstenções).

Na referida carta é dado destaque às indicações do Comité dos Direitos da Criança das Nações Unidas, de 2018, que instou a Espanha “a proibir a participação de crianças menores de 18 anos como toureiros ou espectadores de eventos de touradas, a fim de evitar os efeitos negativos que a violência dessas práticas cruéis tem sobre a mente e a sensibilidade do desenvolvimento da infância e adolescência”.


Carta:
http://www.latorturanoescultura.com/cartagobiernosubvencionestauromaquia.pdf



terça-feira, 5 de maio de 2020

MATP - Boletim Informativo nº 55

Petição: Não aos apoios pelo cancelamento da época tauromáquica!



Caso concorde, assine esta petição: https://www.animanaturalis.org/AjudasTauromaquiaNao


NÃO ÀS AJUDAS PÚBLICAS AO SECTOR DA TAUROMAQUIA PARA PALIAR OS EFEITOS DA COVID-19

Exma. Senhora Ministra da Cultura,
Dra. Graça Fonseca,

Excelência,

É do conhecimento público que, perante o cancelamento/suspensão de várias corridas de touros e festas tauromáquicas programadas para os meses de Março, Abril e Maio, o sector tauromáquico solicitou a V. Exa. uma reunião com vista a apresentar soluções para colmatar o problema, sendo que existe até a sugestão de que o IVA de tais espectáculos venha a descer para os 6%.

Como é também sabido, o Banco Central Europeu reconhece que a crise económica desencadeada por esta pandemia pode vir a ter a magnitude da grande crise financeira de 2008. O esforço financeiro que o Estado terá que envidar para que vários outros sectores da Cultura (já para não mencionar todas as outras áreas) possam recuperar-se será hercúleo. Dado que estamos a falar de um departamento - a tauromaquia – que apenas existe para provocar e perpetuar a ideia de que a violência contra animais e a sua consequente morte podem ser entretenimento, pedimos encarecidamente a V. Exa. para que priorize todos os outros sectores que estão sob a alçada do S. Ministério, em detrimento da tauromaquia, e que, por favor, não dê um passo atrás quanto ao IVA aplicado a essa actividade.

Relembramos ainda V. Exa. de que, antes de ser decretado o Estado de Emergência, iria (será reagendada) ser discutida no Parlamento uma Iniciativa Legislativa de Cidadãs/os que prevê precisamente o fim dos apoios públicos à tauromaquia. É um facto que cidadania não se conforma com o facto de serem atribuídos anualmente, seja de forma directa ou indirecta, milhões de euros do erário público a um exercício de violência. Estes números são públicos e são reais. Seguramente, as mesmas pessoas também não se conformarão se a tauromaquia tiver o mesmo tipo de ajuda que todas as outras actividades culturais, que só acrescentam à sociedade e que merecem todo o apoio. Parece-nos justo diferenciá-las, e daí o nosso pedido.

Agradecemos antecipadamente pela atenção de V. Exa. a esta mensagem, que esperamos que seja tida em consideração.



terça-feira, 24 de março de 2020

Envie uma mensagem ao bispo de Angra do Heroísmo




Copie o texto abaixo, ou outro da sua autoria, e envie ao Bispo da Diocese de Angra:

Endereço:
domjoaolavrador@diocesedeangra.pt
CC:
matportugal@gmail.com, agencialusa@lusa.pt



Carta a Dom João Evangelista Pimentel Lavrador, Bispo Residencial da Diocese de Angra

Sua Excelência Reverendíssima

Vimos roubar-lhe algum do seu precioso tempo para lhe dar a conhecer, se ainda não está a par, as seguintes situações que merecem a nossa repulsa e indignação.

1- A presença de forcados, devidamente identificados pela sua indumentária, em procissão no dia 8 de março, em Angra do Heroísmo, alguns a transportar o andor da imagem de nosso Senhor dos Passos.

2- A realização de um festival taurino, previsto para o próximo dia 23 de maio, de apoio a obras das igrejas das Lajes e da Agualva.

Ao longo dos tempos são inúmeras as declarações de membros da Igreja Católica a condenar espetáculos tauromáquicos e outros onde são maltratados animais. A título de exemplo, referimos que o Secretário do Vaticano, Bispo Pietro Gasparri, em 1923, disse: “Embora a barbárie humana ainda persista nas corridas de touros, a Igreja continua condenando em voz alta estes sangrentos e vergonhosos espetáculos, como o fez Sua Santidade o Papa Pio V”. Mais recentemente, na sua encíclica Laudato Si o Papa Francisco escreveu: “sujeitar os animais ao sofrimento e à morte desnecessária não é digno de um ser humano”.

Face ao exposto, vimos manifestar o nosso desagrado e repúdio pela presença de forcados em procissão que, devidamente identificados, estavam a fazer propaganda de uma atividade condenável e não a manifestar a sua fé, e também pela realização de um espetáculo de tortura de touros para supostamente apoiar obras em igrejas.

Vimos, igualmente, apelar a Sua Excelência Reverendíssima para que não permita, de futuro, a presença de forcados identificados em procissões e não autorize que paróquias aceitem recolher fundos através de touradas ou outros espetáculos onde animais são torturados.

(Nome)


terça-feira, 28 de janeiro de 2020

IVA das touradas




APELO DO MATP

Aos Grupos Parlamentares

O MATP- Movimento para a Abolição da Tauromaquia de Portugal, associação devidamente legalizada com sede na cidade do Porto, que tem por fim a abolição de todas as atividades tauromáquicas, vem manifestar a sua concordância com o aumento do IVA das touradas, proposto pelo Governo.

O MATP apela ao Vosso Grupo Parlamentar para se juntar a todos os seres de bom coração que repudiam o sofrimento de animais para divertimento de uns poucos e espera que vote favoravelmente a referida proposta governamental.

Cumprimentos

A Direção do MATP
28/01/2020


sexta-feira, 1 de novembro de 2019

MATP na Cimeira de Paris




Cimeira de Paris | 18 e 19 de outubro de 2019

Através da BASTA, do MATP e da Rede “Portugal sem Touradas”, Portugal esteve representado na 13ª Cimeira Internacional pela Abolição que se realizou em Paris nos passados dias 18 e 19 de outubro.

Na Cimeira, representantes de vários países onde as touradas e atividades afins de tortura de bovinos e cavalos ainda são legais, apresentaram a evolução ocorrida nos últimos anos, tendo-se constatado que a atividade tauromáquica tem vindo a reduzir-se não só em termos de “espetáculos” como de presenças de assistentes.

No que diz respeito ao nosso país, os representantes portugueses estão convictos que em Portugal, a médio prazo, as touradas serão abolidas.

O MATP, continuará a lutar pela abolição e está solidário com todas as organizações que em todo o mundo lutam por uma Terra melhor para todos os seus habitantes.


sábado, 19 de outubro de 2019

A cumplicidade do poder público com a defesa das touradas e do pensamento reaccionário ou fascista




A cumplicidade do poder público com a defesa das touradas e do pensamento reaccionário ou fascista

Não é novidade para ninguém o facto de que os defensores mais veementes das touradas, desta incompreensível excepção à moderna legislação que defende os direitos dos animais e seu bem-estar, vivem num mundo muito afastado da realidade da nossa época.

E as ideias que defendem resultam cada vez mais chocantes para a maioria das pessoas: O culto à violência. O abuso cruel e sem medida dos animais. O gosto pelo sangue e pela morte. A agressão gratuita e covarde contra o mais fraco. A destruição de um ser vivo vista como motivo de festa e celebração. A barbárie defendida como estado mais nobre do homem. O sofrimento de determinados seres convertido no prazer de outros. A ritualização controlada da violência sobre seres indefesos vista como falsa forma de segurança…

A defesa de todo este conjunto de ideias, de carácter claramente retrógrado, mais próprias de épocas pretéritas, envergonha as sociedades modernas do século XXI e revolta cada vez mais a população.

Agravando a situação, é por mais evidente que o mundo das touradas e todo o seu ideário associado apresentam ligações profundas com o pensamento político mais reaccionário ou fascista. A este respeito, vale a pena relembrar as 14 características que Umberto Eco, na sua obra “Cinco escritos morais”, utilizava para identificar aquilo que ele chamava neofascismo ou fascismo eterno, e que poderiam resumir-se da forma seguinte:

1) O culto da tradição e do tradicionalismo. 2) A recusa da modernidade. 3) O culto da acção pela acção, onde o pensamento e a cultura são vistos como uma forma de castração. 4) A rejeição de qualquer tipo de críticas, sendo o desacordo considerado como uma traição. 5) A potenciação do medo à diferença e do racismo. 6) O apelo às classes sociais frustradas vítimas da crise ou da humilhação política. 7) O culto ao nacionalismo, definido pela ameaça de supostos inimigos internacionais e nacionais. 8) A ideia contraditória de que o inimigo é suficiente forte para humilhar-nos e suficientemente fraco para ser derrotado. 9) A ideia de que o objectivo da vida é a luta e a guerra permanente, sendo o pacifismo um conluio com o inimigo. 10) A defesa duma sociedade elitista e hierárquica, organizadora dum povo superior. 11) O culto do heroísmo e da morte, que é considerada a melhor recompensa para uma vida heróica. 12) A defesa do machismo, escape para um heroísmo continuamente frustrado. 13) O povo concebido como uma entidade monolítica que exprime uma única vontade comum, da qual o líder é seu único intérprete. 14) Utilização de um léxico pobre incapaz de suportar raciocínios complexos ou críticos.

Vale a pena pegar nestas características para as comparar com as que regem habitualmente no mundo mais purista e genuíno das touradas.

No mundo das touradas é defendida a tradição e o tradicionalismo sempre por cima da razão. Foge-se a todo tipo de modernidade. Foge-se ao pensamento livre e à evolução da cultura. Não é aceite nenhum tipo de críticas externas ou internas, que são recebidas com extrema violência. Não é aceite que as pessoas possam pensar de forma diferente e actuar, por exemplo, a favor da proibição das touradas. Apela-se, a integrar nas suas filas, aos sectores da sociedade culturalmente mais desfavorecidos. As touradas são vistas como uma bandeira de identidade do povo, cuja continuação está em perigo, ameaçada por inimigos estrangeiros e da própria nação contra os quais é preciso lutar até conseguir a sua derrota.

A luta e o sangue são a própria essência da tauromaquia. O objectivo do homem é demonstrar o seu heroísmo lutando contra animais, que são idealizados como o inimigo, mas muito mais fáceis de humilhar, torturar e vencer. A morte é a glória máxima do lutador, e mesmo também, involuntariamente, da vítima. O pacifismo e a defesa dos animais são a negação da luta e devem ser perseguidos. O machismo domina o mundo das touradas, sendo a via mais fácil e covarde para dar escape à frustração permanente de homens que quereriam ser vistos como heróis. Os defensores das touradas são os únicos intérpretes válidos das essências do povo, que deveria defender em bloco a continuidade da tauromaquia. A linguagem da tauromaquia é simplista, confusa e emocional, identifica propositadamente as palavras com a sua própria antítese e nega a validade de todos aqueles conceitos ligados à razão e ao pensamento racional.

Em resumo, quase todas as características que definem o pensamento político neofascista têm um reflexo claro no mundo da tauromaquia e no ideário que defendem os seus mais fanáticos adeptos.

É o momento, portanto, de nos perguntarmos pelo motivo pelo qual o poder público, contra qualquer senso comum, defende e protege a continuação das touradas, o seu mundo sádico e cruel e o seu ideário retrógrado tão próximo ao fascismo.

De que forma, ao amparo do ordenamento constitucional, é possível defender que a liberdade de umas determinadas pessoas consiste em torturar de forma sangrenta um animal e que o dever de todas as outras pessoas é tolerar de forma impassível este crime abjecto.

De que forma é impedida a necessária evolução do conjunto da sociedade, impedindo ou obstaculizando esta evolução com a defesa duma tradição ou de umas tradições por mais infames, vergonhosas e retrógradas.

De que forma é promovido e apoiado acriticamente todo um conjunto de valores reaccionários ou simplesmente fascistas, contra os quais historicamente se alçaram todos os actuais preceitos constitucionais e as mais modernas legislações.

Em resumo, é o momento de nos perguntarmos pelo motivo da inconfessável cumplicidade do poder público, e de quem o representa, com a abjecta continuação da prática das touradas.


Tiago Pavão


quarta-feira, 11 de setembro de 2019

Baião - Direito de resposta




DIREITO DE RESPOSTA
Texto enviado a "O Comércio de Baião"

A edição deste jornal, de 4 de setembro de 2019, publicou uma noticia intitulada “Manifestação contra realização de tourada” a qual lemos com o maior interesse visto ter sido iniciativa do nosso movimento.

Neste sentido, e usufruindo do direito de resposta que assiste aos cidadãos envolvidos no evento noticiado, de acordo com o Art. 24º do nº 2/99 da Lei de Imprensa, cumpre-nos corrigir algumas informações imprecisas e outras que poderão induzir o leitor em erro relativamente ao que, de facto, se passou:

1 - A organização do protesto foi da única responsabilidade do MATP – Movimento pela Abolição da Tauromaquia em Portugal, não tendo sido iniciativa de qualquer organização política, já que este protesto esteve sempre subjacente a um cariz apartidário, pelo que o PAN e o Bloco de Esquerda fizeram-se representar meramente como apoiantes e não como organizadores;

2 - A notícia refere-se ao facto de as pessoas nas bancadas se sentirem “ofendidas com as palavras vindas dos manifestantes e a eles dirigidas”. Ora, as pessoas sentirem-se ofendidas não pressupõe que as palavras tivessem sido, efetivamente, ofensivas, já que a ofensa não reside na forma como as palavras de ordem são assimiladas mas sim na forma como são expressas e, no que toca a este ponto, em momento algum foram proferidas quaisquer palavras de ordem ofensivas;

3 - Relativamente à informação “não se registando confrontos físicos”, sentimo-nos na obrigação de corrigir esta informação, relevando o facto de o repórter de imagem do Porto Canal ter sido agredido por um aficionado, tendo sido apresentada queixa imediatamente e terem sido identificados pela GNR, quer agressor, quer agredido. Note-se que uma das manifestantes viu também um dos seus cartazes rasgados e agressões maiores não aconteceram contra os manifestantes graças à exemplar eficácia e eficiência da GNR de Baião; no entanto, só foi possível assegurar a segurança dos envolvidos no protesto devido à invocação da Força de Intervenção de Amarante, por parte da GNR de Baião, o que comprova que a violência partiu somente dos aficionados e, em momento algum, dos manifestantes;

4 - Ao mencionar que “posto isto, os manifestantes abandonaram o local e os aficionados voltaram para assistirem ao resto da tourada”, é expressa a ideia de que, após o confronto, os manifestantes saíram imediatamente do local, algo que não corresponde à verdade, já que, mesmo após as tentativas de ameaça à sua integridade física, os manifestantes mantiveram-se ainda durante algum tempo no local, regressando somente passado algum tempo às suas casas, por imperativo de obrigações familiares, face à hora de final de dia que se aproximava;

5 - A fim de garantir a imparcialidade que deve pautar qualquer órgão de comunicação social, a elaboração da notícia deveria contemplar a interpelação às duas partes – aficionados e manifestantes – recolhendo o depoimento de cada uma delas, algo que não aconteceu, tendo sido somente citada uma pessoa a favor do evento.

Neste sentido, e dando voz à entidade organizadora da ação de protesto – MATP - cumpre-nos redigir este direito de resposta, informando o seguinte:

- O direito à manifestação está consagrado pela legislação portuguesa, de acordo com o Art. 45º do Decreto-Lei nº 86/1976;

- Através do evento criado nas redes sociais para a divulgação da ação de protesto, a organização da manifestação fez questão de informar todos os interessados em participar na mesma que seriam imperativas a educação e a elevação no decorrer da ação;

- Em momento algum, a organização do protesto permitiu que fossem proferidas ofensas aos transeuntes, os quais, esses sim, dirigiram ofensas verbais, tentativas de agressão física e gestos obscenos aos manifestantes, algo que consideramos ainda mais graves por, muitos deles, terem sido feitos à frente de crianças, não lhes transmitindo quaisquer valores de civismo;

- Respondendo à citação redigida na notícia, proveniente da auscultação de um pró-tourada, e não tendo sido auscultada a outra parte, a organização refere que concorda que é obrigação de qualquer pessoa respeitar opiniões e preferências contrárias; no entanto, a liberdade de opinião cinge-se à emissão da sua expressão ideológica, não conferindo qualquer direito em exercer essa liberdade na forma de violência física ou moral a outro ser, seja animal humano ou não humano.

O facto de algo – como a tourada – ser legitimada pela Constituição Portuguesa, não significa que seja moralmente correto e próprio de uma sociedade culturalmente evoluída. Exemplo disso mesmo é o casamento consumado entre homens adultos de idade já avançada e crianças na faixa etária dos 8 a 12 anos: algo que nestes países é normal e legitimado, no ocidente é uma prática censurada e até considerada crime por pedofilia, pelo que fica a prova de que a permissão pela Lei não implica uma igual permissão moral.

Neste sentido, o MATP considera que a realização de tourada é uma prática censurável que vai muito além da mera opinião, já que tem consequências nefastas para terceiros, quer para o animal que é sujeito a violência e a agressão, quer para as crianças que, por irresponsabilidade dos pais, são levadas a estes eventos, sendo sujeitas ao visionamento de práticas de violência, inspirando-as a considerarem como normais comportamentos assentes na violência gratuita sobre os seres mais fracos.

Não será por acaso que a ONU – Organização das Nações Unidas, especificamente o seu Comité sobre os Direitos das Crianças, conclui no seu relatório, em 2018, que considera preocupantes os "efeitos dos danos" nas crianças (envolvidas em touradas).

Terminamos este direito de resposta, reiterando a necessidade de evolução social e cultural do nosso país, algo que passará, indubitavelmente, pela abolição da tauromaquia, algo que historicamente remonta à época medieval, e que deverá ser alvo de atualização legal, tendo em vista uma sociedade mais justa, compassiva e assente no Bem Comum, algo que prevemos acontecer a curto-prazo já que a própria história humana tem mostrado que, em algum momento, acontece um ponto de viragem em consequência das diversas lutas travadas, como aconteceu com a emancipação feminina e o fim da escravatura.

Iremos manter sempre a nossa intenção de trazer Baião para o século XXI, sendo este o único concelho de todo o distrito do Porto a manter uma prática moral e eticamente questionável.

Assinado,
A Equipa do MATP



sábado, 7 de setembro de 2019

A mesma violência, também na França



Um ferido grave? Violência contra os animais? Organizadores de touradas que não respeitam o mandato da câmara municipal? Não acaba por ser sempre a mesma história?

O mundo das touradas é sempre igual a si próprio, não importa o país. O mesmo que acontece em Portugal acontece também no sul de França.

Neste mês de agosto, numa tourada em França, um jovem de 19 anos foi ferido gravemente no pescoço e transportado de helicóptero ao hospital, onde lhe foi induzido o coma. Os organizadores desrespeitaram a proibição, por parte da câmara municipal, para a realização da tourada. E até ameaçaram com verter esterco diante da câmara municipal por causa dessa proibição. Mas afinal acabaram por fazer a tourada na mesma, rompendo a vedação que protegia o terreno onde finalmente acabou por se realizar. O resultado é já conhecido.

Mais informação: france3-regions, francebleu.



terça-feira, 3 de setembro de 2019

Assine contra a classificação da tauromaquia como Património Cultural Imaterial de Portugal




Assine contra a classificação da tauromaquia como Património Cultural Imaterial de Portugal:

ASSINE AQUI

Sabia que a indústria das touradas recebeu uma verba de 200.000 € do Orçamento Participativo para realizar estudos para a inclusão das touradas na lista de Património Cultural Imaterial de Portugal?

Esta campanha da plataforma Basta de Touradas, tem por objetivo afirmar junto do poder político, da Direção Geral do Património e da Comissão Nacional da UNESCO, a opinião de uma esmagadora maioria dos cidadãos portugueses que não concordam com a inclusão das touradas (ou qualquer vertente da tauromaquia) na lista de Património Cultural e Imaterial de Portugal e/ou na Lista Representativa do Património Cultural Imaterial da Humanidade.


segunda-feira, 2 de setembro de 2019

As touradas são violência contra animais e pessoas



Repórter agredido por um elemento da organização da tourada

Terminou de forma violenta uma manifestação anti-tourada em Baião. O protesto foi organizado pelo Movimento pela Abolição da Tauromaquia de Portugal (MATP) ao qual se juntaram o Bloco de Esquerda e o PAN. Ao tentar entrevistar a organização da tourada, o repórter de imagem do Porto Canal acabou por ser agredido enquanto estava a trabalhar.

Fonte: Porto Canal, 24-08-2019



quinta-feira, 29 de agosto de 2019

O espectáculo bárbaro das touradas à corda




O espectáculo bárbaro das touradas à corda

Na região espanhola de Valencia morreram 16 pessoas como consequência das touradas à corda nos últimos cinco anos. Sem dados ainda de 2019, o número de feridos de 2015 a 2018 nesta região foi de 3.333 pessoas.

Desconhecemos o número exacto de mortos e feridos em Portugal, pois é uma informação que infelizmente é sempre escondida. Também desconhecemos o número de touros mortos ou gravemente feridos, algo também relativamente frequente nas touradas à corda no nosso país.

O que sabemos é que nada justifica esta violência contra pessoas e animais. Sabemos que quando algumas pessoas precisam da violência -seja ela tradicional ou não tradicional- para se divertir, manifestam um comportamento claramente doentio. E sabemos que umas instituições públicas que apoiam estas práticas violentas com o dinheiro de todos são umas instituições que desrespeitam o mandato constitucional de cuidar da saúde pública, de melhorar a cultura do país, de gastar judiciosamente dinheiro público e de levar o nosso país para um futuro que todos queremos melhor.



Fonte: ver aqui.

sábado, 24 de agosto de 2019

Protesto em Baião - Agradecimentos




O MATP – Movimento pela Abolição da Tauromaquia de Portugal muito agradece a todos os que colaboraram e em especial a todos os que estiveram presentes ontem, dia 23 de agosto de 2019, sexta-feira, com início pelas 17h00, na ação de protesto contra a tourada realizada nesse dia, pelas 17h30, no lugar de Ingilde, concelho de Baião, ação esta que teve iniciativa da ativista abolicionista Sónia Bacelar Coutinho, promoção, apoio formal e oficial do MATP e colaboração dum muito empenhado grupo de abolicionistas locais e de outros pontos do país.

Esta iniciativa contou com a presença de elementos do MATP, da população de Baião e concelhos vizinhos e doutros pontos do país, mas também foi honrada com a presença de orgãos de comunicação social e personalidades da sociedade civil como o Sr. Maestro António Vitorino de Almeida, a Sr.ª Deputada do Bloco de Esquerda Maria Manuel Rola, a candidata pelo PAN à Assembleia da República e atual Deputada Municipal do Porto, Bebiana Cunha, o Deputado Municipal do PAN da Câmara Municipal de Matosinhos e diretor da ESAD, Albano Lemos Pires e representantes do PAN Penafiel.

A todos muito agradecemos a presença e apoio. O partido Os Verdes, por motivos de agenda não esteve presente e o LIVRE, apoiou a iniciativa, mas não pôde confirmar a presença. Esta foi uma iniciativa apartidária, aberta à participação de todos e que contou, ainda, com o apoio da atriz Sandra Cóias, o qual já expressou nas redes sociais.

A todos estes também agradecemos o apoio assim como à Guarda Nacional Republicana presente no protesto e que tudo fez para que o mesmo pudesse correr sem distúrbios o que, infelizmente, nem sempre foi possível evitar da parte da agressiva aficion que confrontou o protesto.

Um agradecimento especial também aos Companheiros Alexandre Bastos e Vasco Reis que fizeram um esforço extra ao se deslocarem de bastante longe para o local da ação, respetivamente de Beja e do Algarve.

Esta ação que promovemos foi em prol de uma sociedade mais justa e compassiva, que se orgulhe pelo respeito pela vida do Outro, independentemente de ser animal humano ou não humano.


A Equipa do MATP