quarta-feira, 5 de abril de 2017

Assine: Pelo fim da Garraiada na Escola Superior Agrária de Viseu



Pelo fim da Garraiada na Escola Superior Agrária de Viseu

Ao cuidado do Presidente da Associação de Estudantes da Escola Agrária do Instituto Politécnico de Viseu

Exmo. Sr.

Tendo este grupo conhecimento da Garraiada que vem sendo anualmente organizado por V. Exmas, vimos por este meio pedir-vos que considerem suprimi-la ou substituí-la por outra actividade menos lesiva do bem-estar dos animais.

Temos consciência que um tal evento, não sendo tão lesivo como outros (touradas, circos) do referido bem-estar, submete ainda assim os animais em causa a níveis de stress desnecessários, podendo mesmo promover a percepção da objectificação de seres vivos que partilham connosco a condição existencial, criaturas diante das quais deveríamos ter uma atitude responsável, mais do que a de nos considerarmos donos dos seus destinos, temos que nos lembrar também de que a partir do dia 1 de Maio de 2017 os animais passam a ter outro estatuto no Código Civil, passando a ser animais sensoriais, o que dá mais força para consciencialização do problema.

Assim, independentemente do sucesso que tais eventos possam ainda ter (têm-nos sido dito que nem isso, neste caso) cremos que a vossa Associação e a respectiva imagem pública, até da cidade de Viseu, só teriam a ganhar com a abolição de um tal entretenimento, de resto substituível – e já substituída, em muitos casos - por actividades lúdicas com mais interesse e até espectacularidade, usando simulacros (fantasias envergadas por humanos ou engenhocas preparadas para o fim) que decerto não tornariam o evento menos apreciado, até pelo potencial humorístico que encerram.

Estamos certos que a utilização de animais para fins lúdicos se compagina mal com alguns cursos ministrados pela vossa instituição, que respeitamos, nomeadamente o curso de veterinária e também cujos profissionais decerto contribuem de forma inestimável para o bem-estar animal, sabemos também que têm protocolos e parcerias com diversas clinicas, hospitais veterinários e associações de defesa animal, pelo que aguardamos com expectativa e alguma esperança a vossa resposta.

Cordiais saudações


ASSINE AQUI:
http://peticaopublica.com/pview.aspx?pi=PT85184



sexta-feira, 17 de março de 2017

Proteste contra a tenta do Rádio Clube de Angra, nos Açores



Proteste enviando a mensagem abaixo ou, de preferência, uma original a protestar pela realização de uma tenta para comemorar um aniversário por parte do Rádio Clube de Angra.

----------------------------------

Para:
direccao@rcangra.com

CC:
amiguel@alra.pt; aluis@alra.pt; abradford@alra.pt; arodrigues@alra.pt; amalmeida@alra.pt; amarinho@alra.pt; aparreira@alra.pt; apedroso@alra.pt; aviveiros@alra.pt; alima@alra.pt; bchaves@alra.pt; bbelo@alra.pt; cferreira@alra.pt; casilva@alra.pt; ccabeceiras@alra.pt; cgfurtado@alra.pt; ctoste@alra.pt; dmaia@alra.pt; dcunha@alra.pt; dfreitas@alra.pt; fcesar@alra.pt; fcoelho@alra.pt; gracasilva@alra.pt; gsilveira@alra.pt; inunes@alra.pt; icorreia@alra.pt; jvieira@alra.pt; jcorvelo@alra.pt; jbcosta@alra.pt; javila@alra.pt; jvcosta@alra.pt; jjorge@alra.pt; jmgavila@alra.pt; jcontente@alra.pt; jsan-bento@alra.pt; lcgarcia@alra.pt; lmauricio@alra.pt; lrendeiro@alra.pt; mpereira@alra.pt; mramos@alra.pt; macosta@alra.pt; mferreira@alra.pt; mquinto@alra.pt; mcarreiro@alra.pt; mtome@alra.pt; micosta@alra.pt; mrocha@alra.pt; mseidi@alra.pt; pestevao@alra.pt; pmendes@alra.pt; pparece@alra.pt; pmoura@alra.pt; rcbotelho@alra.pt; rramalho@alra.pt; snicolau@alra.pt; sucosta@alra.pt; zsoares@alra.pt; presidencia@azores.gov.pt; acoresmelhores@gmail.com; matportugal@gmail.com



Exmo Senhor
Presidente do Rádio Clube de Angra

De acordo com notícias publicadas na comunicação social, no próximo dia 25 de março o Rádio Clube de Angra vai comemorar os seus 70 anos com uma tenta que terá lugar na Quinta do Malhinha.

Como deve ser do Vosso Conhecimento, as tentas são manifestações de violência gratuita, onde são torturados animais que são picados com ferros que lhes rasgam e perfuram a pele, carne e músculos.

Face ao exposto, venho desta solicitar a sua intervenção para impedir a realização deste espetáculo repudiável que constitui uma vergonha para o povo açoriano, um povo que na sua imensa maioria não quer ser associado por mais tempo à realização de espectáculos violentos e sangrentos onde são torturados animais para simples diversão dumas poucas pessoas.

O Rádio Clube de Angra deve continuar a ser “A Voz da Terceira” e não ser porta-voz ou promotor da tortura.

Atentamente

(Nome)



O que é uma tenta?
http://mgranti-touradas.blogspot.pt/2012/06/tenta.html



quinta-feira, 24 de novembro de 2016

O Parlamento Europeu vota novamente contra as touradas




Resolução do Parlamento Europeu, de 26 de outubro de 2016, referente à posição do Conselho sobre o projeto de orçamento geral da União Europeia para o exercício de 2017 (11900/2016 – C8-0373/2016 – 2016/2047(BUD))

"O Parlamento Europeu,

36. Reitera que as dotações da PAC não devem ser utilizadas para subsidiar a reprodução ou a criação de touros para touradas de morte; insta a Comissão a apresentar sem demora as alterações legislativas necessárias para dar cumprimento a este pedido, já efetuado no quadro do orçamento geral da União Europeia para o exercício de 2016."


Até agora, cerca de 140 milhões de euros da Política Agrária Comum (PAC) são gastos todos os anos, de forma indirecta, no financiamento da tauromaquia. Todos os cidadãos europeus pagam portanto do seu bolso este apoio milionário a uma actividade bárbara e sangrenta dedicada a torturar e matar milhares de animais todos os anos.



segunda-feira, 7 de novembro de 2016

O MATP condena a vacada de São Martinho que envergonha a Lagoa (São Miguel, Açores)




O MATP CONDENA A VACADA DE SÃO MARTINHO QUE ENVERGONHA A LAGOA

Está marcada para o próximo dia 12 de novembro uma “vacada” integrada nas festas em honra de São Martinho.

O Movimento para a Abolição da Tauromaquia de Portugal (MATP) manifesta o seu total repúdio por tal acontecimento que em nada dignifica o concelho da Lagoa e envergonha todos os cidadãos de bom senso e bom coração de qualquer parte do mundo.

Sobre vacadas, o MATP subscreve as seguintes afirmações do Médico Veterinário Vasco Reis que a propósito de algumas práticas tauromáquicas afirmou o seguinte:

«Vacadas e garraiadas contribuem para insensibilizar, habituar e até viciar crianças e adultos no abuso cruel exercido sobre animais, o que pode propiciar mais violência futura sobre animais e pessoas.

A utilização de animais juvenis submetidos à violência de multidões, não pode ser branqueada como “espetáculo que não tem sangue e é só para as crianças se divertirem". Mesmo que não tenha sangue, é responsável por muito sofrimento dos animais. E contribui, certamente, para a perda de sensibilidade das pessoas, principalmente de crianças, e para o gosto pela cruel tauromaquia. É indissociável de futilidade, sadismo, covardia.»


Atendendo a que a Lagoa Integra a Rede de Cidades Educativas e que no dizer da sua presidente tal facto constitui uma mais-valia para o concelho «pois através do desenvolvimento de vários projetos verificados nas áreas da promoção da leitura, educação ambiental, educação para a saúde, promoção do conhecimento da cultura local, inclusão social e a animação cultural, a edilidade tem demonstrado ativamente aos diferentes públicos a sua componente educativa e cultural em ambientes de educação não formal»,

Vimos apelar aos responsáveis autárquicos para sensibilizar os organizadores no sentido de retirarem a vacada do programa previsto e fazerem como os habitantes da freguesia do Cabouco, que comemoram o São Martinho sem recurso a práticas desumanas e deseducativas como são as vacadas.

Com os melhores cumprimentos

A Direcção do MATP


terça-feira, 18 de outubro de 2016

Entrada grátis para crianças na tortura de animais




«Quando percebeu o que estavam a fazer ao touro não quis ver mais»

João Cruz, 44 anos, e Fernando Oliveira, 46 anos, são amigos e são de Casével (Santarém) e levaram os filhos e sobrinhos à corrida, apesar de não serem grandes aficionados. «Foi mais pela curiosidade dos miúdos e porque para eles é grátis», afirma Fernando Oliveira. Já João Cruz levou os dois filhos e dois sobrinhos e lembra um episódio na corrida do ano passado com um outro sobrinho que não está presente: «ele veio com a curiosidade de saber o que era a corrida de toiros mas quando percebeu o que estavam a fazer ao touro não quis ver mais», conta.

Fonte: O Mirante


O acesso de crianças às touradas é proibido por lei (Decreto-Lei n.º 23/2014, de 14 de fevereiro), mas infelizmente em muitos lugares continua a acontecer e a ser grátis!


quinta-feira, 22 de setembro de 2016

Os veterinários franceses contra as touradas



O Conselho Nacional da Ordem dos Veterinários Franceses adopta uma posição claramente contra as touradas:


La pratique de la corrida est-elle compatible avec le respect du bien-être animal?

Dans les spectacles taurins sanglants, la douleur infligée aux animaux n'est pas contestée. Dans la pratique de la corrida, c'est précisément cette douleur qui augmente les réactions défensives des animaux, leur stress psychologique et physique et donc leur agressivité. Elle conditionne ainsi le succès du spectacle. La courte durée du spectacle (20 mn) et la sélection d'animaux agressifs et génétiquement prédisposés à combattre paraissent une atténuation peu significative de l'intensité des souffrances physiques forcément ressenties par les animaux.

Les spectacles taurins sanglants, entraînant, par des plaies profondes sciemment provoquées, des souffrances animales foncièrement évitables et conduisant à la mise à mort d'animaux tenus dans un espace clos et sans possibilité de fuite, dans le seul but d'un divertissement, ne sont aucunement compatibles avec le respect du bien-être animal.

Les vétérinaires et la corrida

Même s'ils n'en avaient pas pris la mesure, tous les vétérinaires vont devoir, dans le cadre du code de mars 2015, s'interroger sur leur position de vétérinaire, professionnel reconnu du bien-être animal, face à diverses activités humaines susceptibles de lui porter atteinte, la corrida constituant manifestement un des cas les plus marquants, et sur la caution que chacun d'eux, consciemment ou non, leur apporte ou ne leur apporte pas. Ils seront bien inspirés de le faire avec le sens de la juste mesure.

Ils vont devoir le faire, y compris et plus encore les vétérinaires « taurins », parce que le code de déontologie, partie intégrante du code rural et de la pêche maritime, pris par décret en Conseil d'Etat, leur impose de respecter l'animal mais surtout parce qu'en son article R242-48 (3) il impose dorénavant à chaque vétérinaire tenu au respect de ce texte, lorsqu'il se trouve en présence d'un animal blessé, qui est en péril, de s'efforcer, certes dans les limites de ses possibilités et certes en présence d'une demande effective, d'atténuer la souffrance de l'animal.


Texto completo: aqui.



terça-feira, 20 de setembro de 2016

30 mil euros para torturar animais são "pequenas coisas"



A Câmara da Chamusca contratou organização da tourada por ajuste directo, num valor de 30.564 euros, tendo vendido os bilhetes a 15 euros e oferecido as entradas a 300 pessoas que participaram num desfile etnográfico, tendo cobrado entradas mais baratas, a 10 euros, aos acompanhantes dos participantes.

O presidente da câmara, Paulo Queimado (PS), considera que a "realização da corrida foi estratégica para a promoção do município". O autarca entende que são "estas pequenas coisas que fazem a grande diferença".

Fonte: O mirante


quinta-feira, 4 de agosto de 2016

Proteste pela realização de uma tourada em Mogadouro


Está agendada para o próximo dia 15 de Agosto a realização de uma tourada em Urrós, Mogadouro (Trás-os-Montes). Por favor, escreva à Câmara Municipal e à Junta da Freguesia mostrando o seu descontentamento e pedindo à Câmara que pare de apoiar este tipo de actividade violenta. Pode usar o texto abaixo ou personalizá-lo a seu gosto.

Para:
presidente@mogadouro.pt
dasc@mogadouro.pt
geral@mogadouro.pt
assembleia@mogadouro.pt
urros@jfreguesia.com
norte@lusa.pt



Exmo. Senhor Presidente da Câmara Municipal de Mogadouro, Francisco Guimarães,
Exmo. Senhor Presidente da Junta de Urrós, Belarmino Silvestre Pinto,
Exmos. Senhores Vereadores da C. M. M.,
Exmo. Senhor Presidente da Assembleia Municipal de Mogadouro,
Exmos. Senhores Membros da A. M. M.,

Após ter tomado conhecimento de que está agendada para o próximo dia 15 de Agosto a realização de uma corrida de touros em Urrós, Mogadouro, venho, pelo presente, declarar o meu repúdio pela realização de tal actividade violenta com o apoio da Câmara Municipal e pedir à Câmara Municipal de Mogadouro e à Assembleia Municipal de Mogadouro que a não apoiem e que não permitam a sua realização nos anos seguintes.

As corridas de touros são uma questão que divide a sociedade portuguesa, mas cada vez menos.

Considero a tourada um espectáculo degradante e cruel, indigno de uma sociedade moderna e civilizada, no qual se inflige aos touros um sofrimento atroz para regozijo dos participantes.

Mas a minha rejeição da tauromaquia não se prende apenas com o sofrimento dos animais: considero que é um espectáculo que contribui para o aviltamento, para a degradação do próprio Homem porque convida à insensibilidade perante o sofrimento do Outro.

“Paisagens maravilhosas de contrastes acentuados: de cores, que vão do amarelo intenso das giestas ao branco das amendoeiras; de formas, onde o planalto se destaca por contraste com as arribas do Douro; da pureza do ar e da preservação dos bens da natureza, sublimados no Parque Natural do Douro Internacional com a riqueza da sua fauna e flora tão característica.” Assim se apresentava a encantadora Vila de Mogadouro de que os cidadãos Mogadourenses se orgulham. Esta imagem saudável em nada de identifica com as poeirentas e ensanguentadas práticas tauromáquicas.

CONSIDERANDO QUE:

• a ciência reconhece, inquestionavelmente, que o touro, enquanto mamífero, é um animal com um circuito neuro-sensorial idêntico ao do Homem, o que implica que perante determinados estímulos sente efectivamente dor, medo, angústia e ansiedade;

• vários estudos de natureza psicológica e sociológica mostram que quando aprendemos a ser indiferentes ao sofrimento dos animais, mais facilmente assumimos comportamentos anti-sociais e até criminosos;

• o progressivo abandono de tradições contrárias a um sentido humanista de cultura, é o que caracteriza a evolução mental e civilizacional das sociedades e melhor corresponde à sensibilidade contemporânea;

• a existência de touradas no século XXI constitui um embaraço para a Vila de Mogadouro e para Portugal face à comunidade internacional, configurando a imagem de um país com pessoas e práticas bárbaras;

• a corrida de touros realizada na freguesia de Urrós nem sequer integra as Festas e Romarias mais significativas do concelho de Mogadouro,

venho reclamar uma Vila bela, limpa e progressiva, livre de espectáculos cruéis, indignos de uma sociedade moderna e civilizada, como as corridas de touros, pedindo, para o efeito, a V. Exas. que não apoiem a corrida de touros realizada anualmente, em Agosto, na freguesia de Urrós e que não permitam a sua realização.

Cordiais cumprimentos,



domingo, 31 de julho de 2016

Proteste pela realização de uma tourada na Ribeira de Pena



Da Associação dos Amigos dos Animais de Chaves:

Escreva ao Sr. Presidente da Câmara de Ribeira de Pena para protestar pela realização uma tourada no próximo dia 6 de agosto. Sugerimos esta carta:


Para: rui.alves@cm-rpena.pt

Exmo. Sr. Presidente da Câmara Municipal de Ribeira de Pena

Tomo a liberdade de escrever a V. Exa. depois de ter tomado conhecimento de que no próximo dia 6 de Agosto está prevista a realização de uma tourada no âmbito da Feira do Linho, noticia que me desagrada, entristece e preocupa.

Dito isto, quero acreditar que o Sr. Presidente da Câmara não está a par da contestação crescente a este tipo de espetáculos, por envolver sofrimento animal com fins recreativos, algo considerado inaceitável no século XXI.

Recordo-lhe que diversas cidades de Portugal e Espanha (como Viana do Castelo ou Barcelona) têm vindo a proibir a realização de touradas. Muitas dessas cidades tinham fortes tradições tauromáquicas, o que nem sequer é o caso de Ribeira de Pena.

Gostaria de pedir a V. Exa. que reconsiderasse esta situação e que cancele este evento que envergonha não só Ribeira de Pena, mas toda a região de Trás-os-Montes e claro a imagem de Portugal, refletindo uma situação de atraso cultural e contrastando com o movimento anti tourada que tem vindo a ganhar terreno no mundo civilizado.

Mais do que nunca, a época em que vivemos precisa de promover a paz e não a violência. Seja ela contra pessoas, animais ou natureza. Confiando que V. Exa. tomará a decisão de cancelar esta tourada e de não promover mais nenhuma, despeço-me cordialmente.

Muito respeitosamente,
De V. Exa.

Nome:
Cidade/País:


Assine também a petição:
Petição para abolição de tourada em Ribeira de Pena




sábado, 23 de julho de 2016

As touradas e o nosso dinheiro



Andam a brincar às touradas com o nosso dinheiro

O que se passa neste país falido, de pessoas falidas, de empresas falidas, com um Estado falido e com Câmaras Municipais falidas relativamente ao apoio que se dá ao massacre de touros (peço perdão - dizem os aficionados que é uma nobre arte - digo eu "vão dar sangue" e não o tirem a quem não se pode defender) para regozijo e beneficio de meia dúzia é uma pouca-vergonha. E não me venham com a história da tradição, do retorno, da treta que dá emprego a muita gente porque estamos a falar de valores pornográficos numa época de vacas magras. Querem ver, ou melhor, ler?

Estremoz vai gastar 2,5 milhões de euros para remodelar a praça de touros, 80% deste dinheiro provem de fundos europeus do programa FEDER. Repito: DOIS VIRGULA CINCO MILHÕES! Pergunta: não existirão necessidades prementes, sociais quiçá!, em Estremoz para além desta empreitada? E a existirem não deveriam ter, no mínimo, igual consideração?

A C.M da Azambuja gasta 600 mil euros para renovar praça de touros. A C.M. de Vila Franca de Xira só em 2011 gastou em tauromaquia a quantia de 4.447.271 euros! Imagino o que não terá sido gasto ao longo de vários anos. Será possível que ninguém fale disto? Ninguém questiona a utilização de verbas de valor astronómico? Andamos nós a tapar os buracos financeiros da Câmaras que devem dinheiro a tudo o que é fornecedor levando milhares de empresas à falência e milhares de pessoas ao desemprego, para estes senhores andarem a gastar no pagode?

A C.M de Santarém ao longo de vários anos tem gasto milhares de euros na compra de bilhetes para touradas, 150 mil euros só em 2009. O mesmo aconteceu em 2010 e 2011. Também em 2009 a mesma Câmara gastou nove mil euros na compra de 200 exemplares do livro "João Patinhas - Um forcado". Tudo feito através de ajustes diretos. Nove mil euros em João Patinhas? Chamem o Tio Patinhas para gerir estas Câmaras por amor de Deus.

Outro exemplo asqueroso: entre 2004 e 2010 o Governo Regional do Açores, o Município de Angra do Heroísmo e a empresa municipal "Culturanga" gastaram mais de 2.600.000,00 euros em apoios à tauromaquia.

Já em 2012 a Direção Regional do Turismo subsidiou o II Fórum Mundial Taurino com 75.000,00 euros. Sim - 2012 - o annus horribilis da nossa economia, com milhares de pessoas a passarem dificuldades extremas, desempregadas, a perderem a casa, os bens e a esperança, atoladas em dividas num desespero asfixiante. Mas para as touradas não pode faltar, não. Nunca.

Mas o escândalo continua a nível europeu com os contribuintes de todos os estados membros a pagarem subsídios aos ganadeiros de touros de lide. São milhões todos os anos e sempre os mesmos a receber. Famílias inteiras de ganadeiros e toureiros recebem subsídios entre os quais se encontram os Telles, os Núncios, por exemplo, ganadeiros como os Palhas, Infante da Câmara, Murteira Grave, etc. Neste último caso - Murteira Grave - recebe como ganadeiro e também recebe como uma empresa denominada Grave Empresa Unipessoal, Lda.

Estes dados, embora disponíveis em diversos websites governamentais, camarários e europeus são do total desconhecimento do comum dos mortais, ou da larga maioria. Sou anti-touradas. Abomino-as. Causa-me repúdio saber que em 2012 ainda habita neste planeta alguém capaz de aplaudir de pé o sofrimento de um animal. Mas isto que acabei de relatar não tem nada a ver com touradas. Isto é uma tourada.

Tiago Mesquita
09.03.2012
WWW.EXPRESSO.PT
Fonte: aqui.



sexta-feira, 15 de julho de 2016

Mais uma vítima da tauromaquia



Sobre a morte de um toureiro em Espanha

Há 30 anos que não era morto um toureiro na arena em Espanha, e mesmo noutros países os mortos são também muito raros, pelo que o efeito desta nova morte será sem dúvida bastante limitado. Não entanto, são algo mais frequentes os casos de ferimentos graves em toureiros e em conjunto eles transmitem à sociedade a ideia do absurdo que é colocar em risco vidas humanas só para a realização dum espectáculo, para além de que na própria natureza desse espectáculo está a tortura e a morte sistemática de animais, o que também fere a sensibilidade de muitas das pessoas.

Em Espanha estamos a ver enormes contradições na sociedade devido ao facto de oficialmente as touradas serem consideradas legais e legítimas, apoiando a opinião de uma minoria enraizada numa determinada tradição, enquanto a maioria da população espanhola vê as touradas simplesmente como um crime contra os animais, não percebendo como as touradas podem ser uma excepção nas leis que criminalizam o maltrato animal. Assim, assistimos actualmente de um lado à "glorificação" da morte do toureiro por uma parte da imprensa espanhola defensora das touradas e por outro lado à "radicalização" de sectores sociais que criticam as touradas e que utilizam uma linguagem cada vez mais violenta.

No MATP entendemos que esta situação de crescente violência e confronto social só pode ser resolvida com a proibição definitiva das touradas e a sua substituição por espectáculos sem violência, que estejam de acordo com o sentir e a realidade do nosso tempo.

Em Portugal assistimos exactamente ao mesmo fenómeno, com determinados partidos políticos a exercer um bloqueio institucional para impedir a ilegalização das touradas, que também aqui são uma excepção nas leis que criminalizam o maltrato animal. No nosso país as touradas são também uma indústria em profundo declínio mantida unicamente à base de subsídios públicos. E assistimos igualmente a um confronto social entre aqueles que defendem o seu negócio e a sua tradição anacrónica e uma crescente maioria da população portuguesa, cada vez mais farta das touradas, que não percebe como é que animais podem ser torturados impunemente e ainda por cima utilizando o dinheiro dos seus impostos.

Em Portugal, como em todo o mundo, as touradas estão a chegar ao fim. De facto, esse fim já teria chegado se as touradas não recebessem subsídios públicos e não tivessem determinados apoios políticos. Unicamente não nos é possível dizer quando chegará esse fim, que adivinhamos próximo.

No MATP, interpretando o crescente sentir da sociedade, lutamos para conseguir uma sociedade sem violência contra os animais e as pessoas, onde a tortura e a morte sejam o mais rapidamente possível banidas de qualquer tipo de espectáculo.



quarta-feira, 15 de junho de 2016

Assine a petição contra a presença de crianças nas touradas



Acabar com a presença de crianças nas touradas

É conhecida a presença regular de crianças nas touradas nos Açores, principalmente na qualidade de espectadores mas também na qualidade de participantes activos, estando presentes nas touradas de praça, nas touradas à corda e noutros tipos de eventos tauromáquicos.

Segundo a opinião generalizada de psicólogos e pedopsiquiatras, a exposição aos espectáculos tauromáquicos prejudica o desenvolvimento harmonioso das crianças, podendo mesmo causar-lhes efeitos traumáticos. Esta exposição origina igualmente uma marcada e muito preocupante habituação à violência, para além de ser capaz de gerar uma tendência à violência activa.

Em 2014, o Comité dos Direitos das Crianças da ONU mostrou-se “preocupado com o bem-estar físico e mental das crianças envolvidas em treino para touradas, bem como com o bem-estar mental e emocional das crianças enquanto espectadores que são expostos à violência das touradas" e exortou Portugal para que tomasse medidas legislativas para proteger todas as crianças expostas e envolvidas em touradas "tendo em vista uma eventual proibição" desta exposição.

No entanto, em completo desrespeito pelos alertas dos profissionais de saúde e pelas conclusões do Comité dos Direitos das Crianças da ONU, a presença de crianças nas touradas continua a ser fomentada nos Açores.

Esta situação é especialmente grave e alarmante no âmbito das festas Sanjoaninas, realizadas no município de Angra do Heroísmo, onde anualmente é organizada uma “tourada para crianças” na praça de touros da Terceira, um espectáculo sangrento ao qual são levadas crianças de idade escolar e pré-escolar. Para além do referido, também são organizadas uma “tourada à corda para crianças” e uma “espera de gado para crianças”, onde é incentivada a presença e a participação activa das crianças.

Tendo em conta as obrigações que o estado português e as autoridades públicas devem ter relativamente à protecção das crianças, particularmente sendo Portugal assinante da Convenção sobre os Direitos da Criança, e tendo em conta os riscos a que elas são submetidas, particularmente na ilha Terceira, vimos apelar à Assembleia Legislativa dos Açores e ao Governo Regional dos Açores para que a região adopte as medidas necessárias para acabar com a presença de crianças nas touradas.


ASSINE A PETIÇÃO: Acabar com a presença de crianças nas touradas

----------------------------------------------------

ESPAÑOL:

Acabar con la presencia de niños en la tauromaquia

Es conocida la presencia regular de niños en actividades tauromáquicas en las islas Azores (Portugal), principalmente como espectadores pero también como participantes activos, estando presentes en las corridas de toros, en los toros ensogados y en otros tipos de eventos tauromáquicos.

Según la opinión generalizada de psicólogos y psiquiatras infantiles, la exposición a los espectáculos tauromáquicos perjudica el desarrollo equilibrado de los menores, pudiendo incluso causarles efectos traumáticos. Esta exposición origina igualmente una marcada y muy preocupante habituación a la violencia, además de ser capaz de generar una tendencia hacia la violencia activa.

En 2014, el Comité de los Derechos del Niño de la ONU se mostró “preocupado con el bien estar físico y mental de los niños que participan en entrenamientos tauromáquicos, así como con el bien estar mental y emocional de los niños como espectadores expuestos a la violencia de la tauromaquia” y exhortó a Portugal para que tomase medidas legislativas para proteger a todos los menores expuestos a la tauromaquia “teniendo como objetivo una eventual prohibición” de esta exposición.

Sin embargo, con una completa falta de respeto hacia las alertas de los profesionales de la salud y hacia las conclusiones del Comité de los Derechos del Niño de la ONU, la presencia de menores en la tauromaquia continúa a ser fomentada en las Azores.

Esta situación es especialmente grave y alarmante en el ámbito de las fiestas Sanjoaninas, realizadas en el municipio de Angra do Heroísmo, donde anualmente se organiza una “corrida para niños” en la plaza de toros de la isla Terceira, un espectáculo sangriento al que son llevados niños de edad escolar y preescolar. Además, es también organizado un “toro ensogado para niños” y un “encierro para niños”, donde es incentivada la presencia y la participación activa de los menores.

Considerando las obligaciones que el estado portugués y las autoridades públicas deben tener relativamente a la protección de los menores, especialmente por ser Portugal signatario de la Convención sobre los Derechos del Niño, y considerando los riesgos a que son sometidos, particularmente en la isla Terceira, apelamos a la Asamblea Legislativa de las Azores y al Gobierno Regional de las Azores para que la región adopte las medidas necesarias para acabar con la presencia de niños en la tauromaquia.


FIRME LA PETICIÓN: Acabar con la presencia de niños en la tauromaquia



domingo, 5 de junho de 2016

Bárbara agressão a manifestante abolicionista



Peter Janssen, do Vegan Strike Group, foi agredido brutalmente no seu protesto pacífico na Praça de Touros do Campo Pequeno em Lisboa. E ainda foi detido e algemado pela PSP!

Peter Janssen passou a noite no hospital onde lhe fizeram um TAC e radiografias por ter levado pontapés, murros e até mordidas.

A violência do repugnante mundo da tauromaquia não tem limites.




segunda-feira, 30 de maio de 2016

Manifesto dos veterinários europeus abolicionistas




MANIFIESTO AVATMA-COVAC, PARIS, 26 DE MAYO DE 2016

Los espectáculos taurinos son legales en tres territorios del Continente Europeo: sur de Francia, Portugal y España. Además, siguen presentes en algunos países de América Latina como México, Ecuador, Colombia, Perú, y Venezuela. Se trata, sin lugar a dudas, de una actividad que supone para los animales que en ellos se utilizan, en su mayoría bovinos de raza de lidia, un ejercicio de maltrato animal, en los que se les provoca un intenso padecimiento físico y emocional.

Este es un aspecto en lo que ambas organizaciones, el Colectivo de Veterinarios Franceses Anti Corrida (COVAC), y la Asociación de Veterinarios Abolicionistas de la Tauromaquia y del Maltrato Animal (AVATMA), coincidimos refutando enérgicamente los estudios que pretenden demostrar que el toro no sufre, en virtud de una falsa adaptación del animal a este tipo de espectáculos.

Los reglamentos taurinos especifican la labor encomendada a los veterinarios antes, durante, y después de los festejos, sin cuya presencia no podrían celebrarse.

En España y Francia, una parte de nuestro colectivo, defiende la presencia de los veterinarios en estos espectáculos con el fin de garantizar su bienestar, cuando es evidente que ese bienestar no existe, resultando contradictorio certificar que un bovino de lidia está sano, íntegro y tiene el trapío adecuado para ser maltratado hasta la muerte.

Somos conscientes que existe una mayoría de veterinarios que está en desacuerdo con la tauromaquia y con nuestra participación como cómplices de su mantenimiento, pero también somos conscientes que no son mayoría los que se expresan de esta manera públicamente.

Entendemos que los colegios de veterinarios y los consejos generales deben dar cabida en su seno a todas las facetas en que las que se desarrolla nuestra profesión, pero resulta evidente que se deben dar los pasos necesarios para que se empiece a abrir un debate dentro de nuestro colectivo sobre la incoherencia de servir de sustento a determinadas prácticas que chocan frontalmente con el bienestar animal. El colectivo veterinario no puede discriminar en función de las especies y la calificación de los animales que las integran, en prácticas que suponen de manera objetiva su maltrato y que generan en ellos un importante sufrimiento. Tampoco se puede justificar la tauromaquia en base a la única utilidad que tienen los animales que se crían para esta actividad en sus diferentes modalidades. Cuando se habla de evitar el « sufrimiento injustificado » es evidente que se puede hacer alusión a las prácticas taurinas, porque el sufrimiento de los bovinos de raza de lidia puede y debe ser evitado.

Sabemos que la Unión Europea, a través del Tratado de Lisboa, también hizo de la tauromaquia una excepción al maltrato animal que se justifica en base a tradiciones, costumbres y ritos, pero podría cambiar de parecer si un amplio número de veterinarios de Francia, Portugal y España, se manifestaran a favor de la modificación de esta excepción, y si contáramos con el apoyo de otras organizaciones profesionales que de forma clara ya se han posicionado por el máximo bienestar animal y por el cumplimiento estricto del código ético de nuestra profesión, como la Federación Veterinaria Europea (FVE).

El COVAC y la AVATMA, hermanados hoy en París, manifestamos nuestro rechazo a todas las prácticas taurinas, y condenamos el sistema de explotación de estos animales en sus ganaderías en las que se ven sometidos a prácticas contrarias a las normativas europeas en favor del bienestar animal y nos comprometemos a trabajar de forma conjunta por la abolición de la tauromaquia que consideramos un anacronismo en la sociedad del siglo XXI, y que, además choca frontalmente con el código deontológico de la profesión veterinaria.



Fonte:
http://www.anticorrida.com/actu/manifiesto-avatma-covac-de-veterinarios-antitauromaquia/
http://www.anticorrida.com/actu/manifeste-avatma-covac-veterinaires-anticorrida/


sábado, 28 de maio de 2016

Tourada desumana e pretensamente beneficiente




COMUNICADO
TOURADA DESUMANA E PRETENSAMENTE BENEFICENTE

O Movimento pela Abolição da Tauromaquia em Portugal (MATP) vem por este meio demonstrar o seu desagrado pela realização de uma alegada tourada beneficente, a ter lugar no dia 29 de maio na praça de touros da ilha Terceira, que é promovida pela Tertúlia Tauromáquica Terceirense e que conta com o silêncio cúmplice por parte do Governo Regional dos Açores.

O MATP considera cínica a atitude de quem promove touradas de “caridade” quando querendo ajudar outrem poderia muito bem organizar qualquer outro tipo de espetáculo, como musical ou cultural, sem maltratar animais e sem ferir igualmente a sensibilidade de todos os humanos que sofrem com a desnecessária dor infligida a outros seres vivos.

O MATP está solidário com todas as pessoas e entidades que, nos Açores e fora deles, têm manifestado o seu desagrado pela realização da referida tourada e aplaude a decisão da Direção Nacional da Liga Portuguesa que muito bem rejeitou receber dinheiro manchado de sangue.

Por último, o MATP recorda e subscreve as palavras do ilustre açoriano Prof. Doutor Aurélio Quintanilha que, na década de 30 do século passado, afirmou que as touradas são “um espetáculo indigno do nosso tempo, da nossa mentalidade, da nossa civilização”.


Porto e Açores, 27 de maio de 2016
A direção do MATP